Qual o futuro do basquete de Londrina?
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
A equipe de basquete de Londrina vive uma curva descendente e as más notícias só fazem aumentar colocando em dúvida o futuro do clube como único representante paranaense no Novo Basquete Brasil (NBB). O último golpe veio ontem: a incorporadora imobiliária Campos do Conde, um dos pilares financeiros da Associação Desportiva Londrinense (ADL), anunciou o fim da parceria com a equipe.
Numa nota lacônica, a Conde Desenvolvimento Imobiliário comunicou que, ''diante das notícias divulgadas pela imprensa'', estava cancelando o contrato firmado no começo do ano com a ADL, entidade que gerencia o time de basquete. A empresa disse ter cumprido todos os compromissos financeiros assumidos. A direção da agora ex-patrocinadora do basquete não quis dar entrevistas.
A temporada do basquete de Londrina foi marcada pela turbulência. Jogadores sofreram com atrasos de salário e com a falta de estrutura, tanto dentro quanto fora de quadra. Faltavam até jogadores reservas para substituir os titulares. Resultado: fez uma campanha pífia na edição 2010 do NBB, terminou na 13 colocação e acabou fora dos playoffs finais. No início de abril, logo após o fim da participação no principal campeonato brasileiro, o técnico Ênio Vecchi foi demitido pelo presidente da ADL, Paulo Chanan. Vecchi chegou a cogitar o desejo de organizar um novo clube na cidade.
Mesmo com o fim da competição, a questão financeira continuou sendo um problema. Por não concordar com a prestação de contas da ADL, a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) bloqueou os repasses de R$ 21 mil mensais referentes ao Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe) do convênio de 2010.
Na última semana, explodiu mais um fato negativo envolvendo a ADL e, consequentemente, o time de basquete. Chanan, que além de presidente da entidade é diretor das Faculdades Integradas Inesul, foi preso pela Polícia Federal junto com o dono da instituição de ensino, Dinocarme Aparecido Lima, sob suspeita de participação em um esquema de desvio de verbas federais repassados à Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Centro Integrado de Atuação Profissional (Ciap), presidida por Lima. Anteontem Chanan foi posto em liberdade.
Ao ser procurado ontem pela FOLHA, a secretária de Chanan disse que ele estaria em uma reunião e não poderia atender. O presidente da FEL não foi localizado por telefone. A assessoria da Liga Nacional de Basquete (LNB), responsável pela organização do NBB, foi contatada mas ninguém se pronunciou até o fechamento desta edição.


