O primeiro objetivo foi cumprindo. O Londrina está na segunda fase da Série C. Agora, é pensar pra frente. E focar no maior alvo da temporada, que é o acesso. Apesar das oscilações na primeira fase, o time conseguiu se manter e se classificar mesmo em alguns momentos dando margem a muita desconfiança. Em casa, principalmente, não foi mortal como gostariam os torcedores de um “Tubarão”.

Numa programação por etapas, agora é preciso outro olhar. A classificação passa, também, por eleger o maior adversário. E qual é o maior adversário do Londrina nesta fase? Eu não diria que é o São Bernardo, concorrente direto, mas o fator casa. O Londrina não pode mais perder pontos em casa. No VGD precisa ser, definitivamente, mortal. É isso que vai fazer a diferença.

E o fator casa é onde está também o receio do torcedor, que já se frustrou nesta nova fase do estádio com os tropeços do time. E vai precisar mudar essa chave para apoiar os jogos que podem decidir o acesso. Por isso, a programação do ponto a ponto precisa também ser mental. Essa força, se for única, vai ser poderosa para o Londrina transformar o VGD num caldeirão, de verdade.

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E outro ponto para somar forças é dar crédito ao elenco que aí está, não dá mais para mudar nomes, então, tem que mudar a atitude. É hora de mais força, mais energia, mais vontade e determinação para superar deficiências técnicas. Não pode ser uma fase comum. Tem que ser a fase de jogos da vida de todo o plantel. E todos se contagiarem mutuamente. O desejo precisa de todos e não só para “recolocar o Londrina onde ele merece”. Esse discurso é fraco. É preciso vencer para cada um colocar em sua história o trabalho prestado ao acesso de um time em sua carreira.

E se ainda há dúvidas quanto às escolhas de Roger, é hora de reforçar o objetivo maior e questionar menos. Talvez, aí o apoio que lhe dê confiança para também elevar o nível de entrega e chegar a resultados mais confortáveis e menos sofridos. As chances estão iguais para todos, com favoritismo para o Caxias. Mas, é futebol. E o futebol gosta de mudar a história de enredos prontos quando a vontade surpreende a lógica e o improvável se torna realidade.

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