Punição de juiz e bandeirinha agrada santistas
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domingo, 07 de março de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 08 (AE) - O afastamento do árbitro Alfredo Loebeling e do bandeirinha Arthur Alves Filho pelos erros cometidos no clássico entre Santos e Palmeiras no domingo foi bem recebido pelo presidente do Santos, Samir Abdul-Hak. "Esse é o caminho para que o futebol brasileiro melhore", disse ele, ressalvando: "não quero crucificar nenhum árbitro, mas é preciso haver mais critério".
Já o vice-presidente José Paulo Fernandes foi curto em sua opinião: "foi pouco".
Para Abdul-Hak, "o jogador e o clube são punidos e é preciso que os árbitros também sejam julgados". Ele não sabe se a punição terá um efeito prático na melhora do nível da arbitragem
mas espera que isso ocorra. "O que pretendemos é que os juízes apliquem a lei dentro de critérios comuns". Para isso, entende o presidente santista, é que eles participam de pré-temporada e congressos.
Hoje à tarde, Abdul-Hak levantou o problema da arbitragem na reunião do Clube dos 13. "A posição é unanime, pois todos reclamam dos prejuízos que estão tendo". Mesmo assim, acha que o Santos é o mais prejudicado. "Nosso time encabeça qualquer lista que for feita com os mais prejudicados nos últimos cinco anos", completou.
Antes de saber da punição ao juiz e bandeirinha, o atacante Alessandro, que não é de reclamar, desabafou: "eu reclamei do carrinho do Júnior Baiano e ele (árbitro) disse que não tinha sido nada; mostrei o joelho sangrando, discuti com o juiz porque o Júnior Baiano podia ter me quebrado e ele me disse: se você levantar, vou te expulsar". Diante disse, saiu de campo na maca e, como estava no fim do jogo, não voltou mais.
Hoje, ele mostrou o grande corte aos jornalistas, de cerca de quatro centímetros, pouco abaixo do joelho. "Não foi a primeira vez que o Júnior Baiano me pegou desse jeito", disse ele. Foi num jogo entre o Novorizontino - seu time em 94 - e o São Paulo. "Ele deu um carrinho do mesmo jeito, pela frente, com muita maldade". Apesar da contusão e de não estar podendo dobrar o joelho, o atacante tem certeza de que poderá jogar quarta-feira, contra o Sinop, pela Copa do Brasil.
E amanhã o técnico Leão começará a definir a equipe para esse jogo. O único problema que tem é em relação ao zagueiro Argel, expulso na primeira partida em Sinop, será julgado amanhã à noite pela Comissão Disciplinar da CBF e poderá ficar de fora da partida se não for absolvido. Pela manhã, ele passará por outro julgamento, pela expulsão no clássico de domingo contra o Palmeiras pela FPF. "Sou primário nos dois julgamentos", disse ele hoje à tarde. Sobre a expulsão, ocorrida aos 47 minutos do segundo tempo, reconheceu que foi "uma besteira". Já a do clássico, o zagueiro disse que ainda não havia entendido o que aconteceu. "Foi uma jogada de ombro, sem violência e não sei por que o juiz me expulsou".
Argel foi sincero ao reconhecer que, quando levou o cartão amarelo, poderia ter sido expulso. "Não tive intenção, mas, ao visar a bola, acabei acertando o adversário". Retomou a defesa das críticas de que joga de forma violenta. "Dizem isso, mas é a primeira vez que vou a julgamento e nosso time nunca quebrou nenhum jogador".
Caso Argel não possa jogar, Leão poderá escalar Jean e Sandro na dupla de zaga. Mas tem ainda a opção de deslocar Claudiomiro para a quarta-zaga. No coletivo de amanhã, o treinador fará as experiências para confirmar a equipe depois do julgamento. O Santos venceu a primeira partida em Sinop por 1 a 0 e agora precisa de uma vitória simples para passar à próxima fase da Copa do Brasil.


