Público se encanta com taça da Copa do Mundo
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sábado, 21 de janeiro de 2006
Das Agências 
Rio de Janeiro - No dia do feriado de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, cerca de 12 mil cariocas e turistas trocaram a praia por uma visita ao objeto mais cobiçado pelas seleções que vão disputar em junho a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha: a Taça Fifa. O troféu, exposto ao público ontem no Forte de Copacabana, chega hoje a São Paulo para uma cerimônia restrita a convidados. E amanhã, acontece a exibição pública no Transamérica Expo Center.
O evento no Rio, com forte esquema de segurança, transcorreu sem problemas. Um misto de euforia e frustração tomou conta de quem viu o troféu de perto, mas não pôde tocá-lo.
''Na verdade, dá muita vontade de fazer que nem o Cafu na conquista da Copa do Mundo de 2002: beijar a taça e levantá-la em seguida'', disse Ian Rocha, 14 anos, que vestia a camisa do Botafogo. Ele tirou fotos do troféu para se recordar sempre ''daquele momento único''.
Para o estudante de economia Fernando Scofano, 24, ''seria uma vergonha para o País ter a taça novamente roubada''. Em 1983, a Taça Jules Rimet foi levada da antiga sede da CBF, no centro do Rio. Por isso, segundo ele, a segurança foi reforçada. ''Além disso, vai que alguém tenta quebrá-la. Existe maluco para tudo.''
Fã de Robinho e trajando uma camisa do Real Madrid, o garoto William dos Santos de Oliveira, 13, ficou deslumbrado diante do troféu, de 36 cm de altura e 4,970 quilos de ouro maciço 18 quilates. Ele quer ser jogador de futebol e, segundo sua mãe, tem talento de sobra. ''Ele só não gosta de sala de aula. Fala sempre para mim: se o Ronaldo Fenônemo não estudou, por que eu tenho que estudar? É fanático por bola'', afirmou Márcia, a mãe de William.
Confusão Uma confusão por causa de ingressos marcou o evento no Rio. Assim como ocorre em jogos de futebol e shows, os cambistas atuavam livremente.
Nas duas horas finais da exposição, uma enorme fila foi formada e muitas pessoas estavam sem a entrada e sem saber que tinham que comprar um pacote com seis latas de Coca-Cola (em média R$ 8) patrocinadora do evento , para assegurar o acesso para duas pessoas.
Sem fiscalização, cambistas vendiam os bilhetes por valores que variavam de R$ 10 a R$ 20. ''Cheguei às cinco da tarde e tive que comprar um ingresso com cambista a R$ 20. Só que não pude entrar porque o convite era para o horário entre uma e três da tarde'', disse a aposentada Iria Terezinha. Os ingressos determinavam o horário que a pessoa poderia entrar no estande.
Quem não tinha ingresso reclamava que não fora divulgada a forma de obter os convites. O funcionário público federal Sérgio da Silva Gonzaga afirmou que ouviu que a entrada era franca e estava na fila sem o convite. ''Eu acho um desrespeito'', disse ele, que não conseguiu entrar.


