Público ataca 'cornetas' e pede treinos de graça
Marcos Freitas
De Londrina
O torcedor londrinense apoiou a iniciativa da comissão técnica da Seleção Brasileira de não cobrar ingresso para assistir ao treino de ontem do time de Luxemburgo e compareceu em bom número no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), no centro da cidade: mais de três mil pessoas acompanharam os trabalhos com bola da Seleção Pré-Olímpica.
Para o aposentado João Messias de Souza, 74 anos, a iniciativa foi importante pois beneficiou quem está sem dinheiro. A vida está cara e uma economia desta ajuda muito, disse. Sobre os corneteiros de plantão que vaiam a Seleção mesmo em treino, Souza diz ser contra e afirma que os mesmos deveriam ficar em casa ao invés de xingar os jogadores. Se não é para ajudar, que não venham atrapalhar, ele opina.
Já o vendedor ambulante Vilmar Wille, 28 anos, acha que os treinos da seleção deveriam ser sempre de graça. Assim o povo vem em maior número e eu vendo mais, explica. Sobre o fato de os ambulantes terem de pagar R$ 10,00 para poder vencer produtos dentro do VGD, Wille acha justo. Assim seleciona o pessoal que entra no estádio.
O aposentado José Joaquim Inácio, 66 anos, também comemorou o fato de não cobrarem ingresso para ver o treino de ontem. Segundo ele, a cobrança de R$ 2,00 dificulta o acesso da população, que segundo ele se encontra em uma fase financeira difícil. Pode parecer pouco mas no meu caso seriam R$ 6,00, fora a cervejinha e a pipoca da criançada, contou, apontando para os netos Willian, de sete anos, e Douglas, de 12 anos.
O sargento da Polícia Militar Agnaldo Ventura, 32 anos, disse que a não cobrança de ingresso facilita a vida dos torcedores que querem ficar mais perto de seus ídolos. Ventura também é contra as vaias de torcedores durante os treinos. O torcedor precisa entender que o trabalho está apenas no início e para os jogadores mais jovens são muito importante o incentivo e o carinho do público, recomenda o militar.
O estudante Willian Montanton, de 28 anos, foi beneficiado pela entrada franca no VGD. Ontem foi a primeira vez que ele viu a seleção de perto, depois de viajar quase mil quilômetros para chegar a Londrina. Natural de Araxá, no Triângulo Mineiro, ele veio especificamente para assistir aos jogos da Seleção Brasileira. Treinos, porém, só o de ontem. Ele explica:
Por que foi de graça e meu dinheiro está mais curto que coice de porco.





