PSTC - Fábrica de talentos não pára
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2005
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Quarta-feira, 10h45, 2 de fevereiro. Termina o coletivo de 45 minutos que definirá o futuro de crianças e adolescentes que sonham com uma carreira promissora no futebol. O técnico chama os garotos para um canto do campo. Eles sabem que em poucos minutos terão a resposta para uma pergunta que os acompanha há algum tempo: conseguirão ou não se tornar atletas profissionais? A ansiedade e o medo de uma resposta negativa tomam conta dos semblantes dos meninos.
Após um breve exercício de alongamento, nove garotos se aproximam do treinador. Com muito cuidado para não causar traumas e não decepcionar os meninos (se é que isso é possível), ele comenta sobre as qualidades de cada um e explica os motivos que o levaram decidir sobre quem ficará e quem será liberado. Dos 139 meninos que iniciaram os testes, somente dois permanecerão na categoria infantil do clube. Um terceiro permanecerá mais alguns dias em avaliação.
Esse breve relato faz parte da seleção de jogadores realizada duas vezes por ano no Paraná Soccer Technical Center (PSTC), clube de Londrina que já revelou talentos como Kléberson, Reginaldo Vital, Dagoberto, Jadson, Fernandinho, Alan Bahia e mais outras centenas de atletas que alcançaram o sonho de serem jogadores profissionais de futebol.
Sonho Alex Henrique Martins Molan, 16 anos, é um dos meninos em busca da concretização do sonho de se tornar jogador. O clube não é novidade para ele. Em 2003, treinou durante um período no PSTC, mas não permaneceu pela dificuldade de locomoção, já que a família mora em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina).
Alex chegou ao clube por volta das 8h30, acompanhado do pai, o assistente comercial Paulo Sérgio Molan, 37. O teste final deveria começar às 9h30, mas chegaram antes para vão verem abreviada a chance do menino ser aprovado.
O pai demonstrava confiança. Dizia que, se o filho fosse aprovado, iria morar no alojamento do clube. Tímido, Alex parecia concentrado. Sabe que o PSTC possui uma estrutura de dar inveja a qualquer clube do País. Ser aprovado na seleção do clube é um grande passo no objetivo de ser um jogador.
Junto aos outros meninos, Alex se encaminha para o campo e começa o aquecimento. Ao lado deles, outros garotos que passaram pelo mesmo teste e treinam no clube há pelo menos um ano. Os times são formados e começa o coletivo, observado atentamente por três técnicos do clube e pelo presidente Mário Iramina, que faz questão de acompanhar seus púpilos.
Jogando na sua posição volante , Alex tem um bom desempenho. Boa marcação, técnica e visão de jogo. Qualidades importantes, mas que não são garantias de aprovação.
Após 25 minutos, o treino é interrompido. Os garotos aproveitam para descansar, tomar água e recarregar as ''baterias'' para a parte final do coletivo. Serão 20 minutos decisivos. Uma jogada, uma roubada de bola e uma finta podem selar o futuro deles.
Já não há mais tempo para mostrar a habilidade. Chegou a hora da verdade. Alex e os outros se aproximam do técnico Jair Machado e recebem a notícia. Nosso principal personagem, infelizmente, não foi aprovado. Mas recebeu elogios do treinador e a promessa de que será indicado a outro clube.
Apesar da decepção, Alex demonstra maturidade e garante que não vai desistir. O pai conversa com ele e lhe apóia a manter seu sonho. ''Ele (Alex) vai continuar lutando para realizar seu sonho'', afirmou Paulo Sérgio.


