Psiquiatra é aliado do boxeador Conceição
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de setembro de 2000
Agência Estado De Sydney, Austrália 
Nem João Carlos Soares de Barros, nem Ulysses Silva, treinadores da equipe brasileira de boxe. O psiquiatra Roberto Shinyashiki tem sido o principal técnico do peso médio Cleiton Conceição nas últimas semanas. Com palavras de incentivo, Shinyashiki se encontra periodicamente com o pugilista e tenta fazer com que Cleiton supere a timidez e a insegurança para fazer uma boa estréia no torneio de boxe dos Jogos Olímpicos contra o norte-americano Jeff Lacy. A luta começa às 23 horas (13 horas de amanhã em Sydney), no Exhibition Halls e tem o norte-americano como favorito.
Se dependesse apenas das palavras de Shinyasiki, no entanto, o peso médio brasileiro já poderia comemorar. Ele (Shinyashiki) coloca o Cleiton lá em cima, faz o atleta pensar que pode, afirma o técnico Barros. Essas conversas, segundo o treinador, são necessárias. Em sua opinião, Cleiton tem bom preparo físico, não enfrenta problemas para manter o peso no limite de sua categoria (75 quilos) e tecnicamente vem evoluindo.
O problema é que precisa de palavras de apoio mesmo em lutas diante de adversários tecnicamente mais fracos. O boxe é 80% preparo físico e técnico e 20% preparo psicológico, avalia. Em Cuba, durante o Pré-Olímpico, Cleiton só conseguiu a vaga após algumas broncas, diz o treinador. Para explicar as chances do brasileiro no combate, Barros recorre a um chavão de Shinyashiki. Vai ser difícil, mas, com vontade e pensamento positivo, tenho certeza que o Cleiton chega lá.
Hoje também sobe ao ringue outro brasileiro, o peso Valdemir dos Santos Pereira. Sertão, como é conhecido, lutará contra o australiano James Swan.


