Próximo presidente corintiano terá receitas milionárias
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terça-feira, 06 de dezembro de 2011
Agência Estado 
São Paulo - O próximo presidente do Corinthians herdará um clube mais endividado, mas terá em mãos receitas milionárias para investir em contratações e na reestruturação da sede social. A principal responsável pelo aumento exponencial do faturamento é a receita de televisão. O novo contrato assinado com a Rede Globo para a transmissão dos Brasileiros de 2012 a 2015 é o mais vantajoso da história do futebol brasileiro.
''A televisão nos pagava R$ 30, R$ 35 milhões. Agora vai pagar R$ 80 milhões e pode chegar a R$ 120 milhões. Todo mundo, não só o Corinthians, triplicou (o faturamento)'', disse o presidente Andrés Sanchez, que irá se licenciar dia 15, embora as eleições sejam apenas em fevereiro.
Como os clubes passaram a negociar os contratos separadamente, os de maior torcida, como o Corinthians, foram os mais beneficiados. Em 2008, ano em que o Corinthians disputou a Série B, o contrato com a TV rendia ao clube R$ 30 milhões. O contrato atual parte de R$ 80 milhões, mas pode atingir até R$ 120 milhões, por causa da venda de pacotes na televisão fechada.
Este aumento de receita fez - e faz - o clube sonhar com a contratação de Tevez. A primeira proposta ao Manchester City bateu nos R$ 100 milhões e o Corinthians pagaria com a cota de televisão. ''Alguns times do futebol brasileiro podem pagar (por um Tevez). Nos próximos anos, se não fizerem besteira, o futebol brasileiro vai se tornar um dos maiores do mundo. Nós já somos o maior clube do Brasil e da América por dois anos (em faturamento)'', afirmou Andrés.
O contrato de patrocínio de camisa também garante ao clube receita recorde no País. Se há três anos o Alvinegro garantia R$ 15 milhões/ano, agora a projeção é aumentar em pelo menos 10% o atual contrato de R$ 47 milhões. Três empresas patrocinam a camisa do Corinthians. ''Vamos para R$ 55 milhões, no mínimo, mas podemos chegar a R$ 60 milhões. É o terceiro maior do mundo'', disse Andrés.
O aumento se dará com a renovação do patrocínio principal, da Hypermarcas, que paga R$ 37 milhões (fora o bônus por título). Os contratos com a Fisk, agora em R$ 10 milhões, e com a Tim, de R$ 2,5 milhões, estão renovados por mais uma temporada.
''A nova gestão vai se enquadrar já num novo regime de receitas e despesas. Além da TV, teremos contrato melhor de patrocínio, consolidação da rede de lojas e vamos disputar uma Libertadores, que gera mais receitas'', afirma Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing. ''O investimento no CT acabou e o foco será na reformulação do Parque São Jorge e na internacionalização.''


