Próxima parada: Catar
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de julho de 2018
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 

Quando a bola parar de rolar na Rússia no domingo (15), todos os olhos do mundo do futebol vão se voltar para o Catar. O pequeno país do Oriente Médio será a sede da Copa do Mundo de 2022, que tem tudo para ser um Mundial completamente diferente dos 21 disputados até aqui.
O londrinense Fábio Montezine construiu uma carreira sólida no futebol catariano e se tornou um dos grandes ídolos do País, a ponto de se naturalizar e defender a seleção nacional. Aposentado dos gramados há dois anos, Montezine, 39 anos, que hoje é auxiliar técnico da seleção sub-23 do Catar, conversou com a FOLHA e falou sobre a expectativa e as mudanças pelas quais o País está passando para sediar a Copa.
"O Catar tem tudo para fazer um Mundial diferente. Compacto e moderno. Como é um país com distâncias pequenas, ele vai proporcionar aos torcedores assistiram a mais de um jogo por dia, já que o projeto do metrô que está sendo desenvolvido vai permitir isso", afirmou o ex-meia, que se destacou na base do São Paulo antes de se transferir para a Itália, onde jogou em clubes como Udinese e Napoli.
O Catar é uma península localizada na costa nordeste da Península Arábica, à margem do Golfo Pérsico. Tem uma população de 2,5 milhões de habitantes, dos quais apenas 400 mil são catares. Montezine chegou ao Catar em 2005 e atuou em grandes clubes do País, como Al-Rayyan, Al-Arabi e Umm-Salal. Ganhou diversos títulos, como Copas do Rei, Copas do Príncipe e da Liga local.
"Eles estão construindo praticamente um país novo. Estão reformulando a infraestrutura toda de Doha (a capital), como estradas, metrô e hotéis, e das cidades ao redor, que eram praticamente vilarejos. O projeto deles era fazer toda esta evolução até 2030, mas anteciparam em razão da Copa", revelou o londrinense. "Desde que eu cheguei aqui, o País tem passado por uma mudança absurda."
Em razão das altas temperaturas nos meses de junho e julho, pela primeira vez na história a Copa será disputada entre novembro e dezembro, outono no Catar. A competição terá sete cidades sedes e todos os estádios serão climatizados. "A expectativa é muito grande e quem for para o Catar será bem recebido. Eles são muito receptivos e vão oferecer as melhores instalações para os visitantes", ressaltou o ex-jogador.
Montezine foi convidado para integrar a seleção do Catar pela primeira vez em 2008 e disputou duas Eliminatórias de Copa do Mundo. O ex-meia revelou que o País tem feito grandes investimentos na preparação da seleção, inclusive levando jogadores para treinar na Europa, em uma tentativa de ter uma equipe competitiva no Mundial. "A seleção não tem uma base forte, até pelo número pequeno de jogadores locais. Mas tem sido feito um esforço enorme para dar as melhores condições para os atletas. E o Catar terá um grande teste no ano que vem, quando vai disputar a Copa América e terá pela frente grandes potências do futebol mundial", apontou.
O Catar, assim como o Japão, foi convidado para jogar a Copa América, que será disputada no Brasil entre junho e julho de 2019.


