Provocações esquentam clima do clássico mineiro
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sexta-feira, 19 de novembro de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 19 (AE) - As afirmações do vice-presidente de Futebol do Cruzeiro, Alvimar Perrella, esquentaram o clima para o clássico de domingo com o Atlético, o segundo entre os times pelos playoffs do Campeonato Brasileiro. Durante reunião com os jogadores terça-feira, na Toca da Raposa, Alvimar, irmão do presidente José Perrella de Oliveira Costa, disse que o grupo tinha obrigação moral de vencer o adversário, já que possuía melhor estrutura, melhor situação financeira e melhor elenco.
"Não admitimos perder duas vezes seguidas para o Atlético", afirmou. Uma fita de vídeo com entrevista de Alvimar
na qual repetia as declarações, chegou à Vila Olímpica, CT atleticano, e mexeu com o brio de atletas, dirigentes e comissão técnica. Eles interpretaram a fala do cruzeirense como uma provocação. "Queremos mostrar a verdade dentro de campo", disse o técnico atleticano Humberto Ramos. "Pedi que o grupo esqueça tudo isso e se concentre na partida, para que consigamos a segunda vitória e a classificação à próxima fase sem o terceiro jogo".
O presidente Zezé Perrella tentou, hoje, botar panos quentes na história. "Alvimar foi mal interpretado", afirmou. "O que ele fez foi uma cobrança aos nossos atletas sem nenhuma menção ao Atlético, equipe que respeitamos, é a favorita e tem méritos indiscutíveis", ressaltou.
Enquanto isso, na Toca da Raposa, Levir Culpi continuava fazendo mistério sobre a escalação do Cruzeiro para o clássico. Apesar de ter garantidas as voltas do lateral André Luiz e do zagueiro Cris, Levir ainda não definiu nem mesmo o esquema tático a ser usado: o 4-4-2 ou o 3-5-2, com Cris, Espínola e Marcelo Djian na zaga.
O atleticano Humberto Ramos, ao contrário, fez o coletivo apronto, hoje, com a equipe escalada. O meia Bruno, dublê de lateral, e o zagueiro Gelson foram finalmente liberados pelo departamento médico. Com isso, Ramos praticamente repete a equipe que goleou o Cruzeiro no primeiro jogo, por 4 a 2. A única exceção é Gélson na vaga do argentino Galván, suspenso. A dupla de ataque setá formada, mas ima vez, por Marques e Guilherme, autores dos quatro gols do primeiro clássico.


