São Paulo, 20 (AE) - A provocação do meia Edílson, do Corinthians, irritou profundamente os atletas do Palmeiras. No vestiário, a maioria dos jogadores estava inconformada com a atitude do adversário. "Não havia a necessidade de provocação, pois o Corinthians estava com o jogo na mão e o Palmeiras atuava de forma leal, mesmo em desvantagem numérica", afirmou Evair, um dos mais exaltados do Alviverde.
Em campo, Evair precisou ser contido pelos companheiros para não agredir Edílson. "Foi uma total falta de respeito profissional." O atacante do Palmeiras foi a grande surpresa da final. Foi escalado pelo técnico Luiz Felipe Scolari na última hora, recebeu a faixa de capitão e ainda foi o autor dos dois gols da equipe. Evair conseguiu participar da decisão após uma manobra da diretoria do clube com a Federação Paulista de Futebol (FPF), que converteu uma punição ao atleta em multa de R$ 1 mil.
Seu companheiro de ataque, Paulo Nunes, também estava revoltado com Edílson. "Não sei como o Luxemburgo (Wanderley) pode convocar um jogador desse tipo para a seleção brasileira; ele não teve um comportamento de homem", disse o atacante. "O Edílson teve uma atitude irresponsável." No meio da confusão, Paulo Nunes chegou a desfilar pelo campo com a faixa de campeão da Taça Libertadores da América. "Vamos para Tóquio e merecemos respeito." Ainda em campo, Paulo Nunes até ameaçou pegar Edílson fora do estádio.
O atacante palmeirense teve o apoio do lateral Júnior, um dos briguentos. "Depois de uma gozação de mau gosto, o jogador não tem como segurar os nervos", declarou o lateral. "Por mais que você queira respeitar o colega de profissão, chega uma hora que você perde a cabeça."
Para o goleiro Marcos, a atitude de Edílson apenas contribuiu para estragar a festa corintiana. "Eles estavam jogando bem, conseguiram o empate e podiam até vencer o Palmeiras", analisou Marcos. "Essa palhaçada do Edílson só serviu para prejudicar a conquista do Corinthians."
O presidente do Palmeiras, Mustaphá Contursi, preferiu poupar o meia corintiano para criticar o trabalho do juiz Paulo César de Oliveira. "Mais uma vez o Palmeiras foi operado pela arbitragem", lamentou o dirigente.
Os jogadores ganharam folga a partir de amanhã e se reapresentarão no dia 5, às 9 horas, na Academia de Futebol.

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