Candidatos a Cornelius Horan não terão vez na 80 edição da São Silvestre. Organizadores e Polícia Militar prometem atenção redobrada na segurança para evitar ataques semelhantes ao do ex-padre irlandês na maratona da Olimpíada de Atenas contra o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima.
A estratégia de segurança para os 15km do percurso da tradicional prova, com largada no dia 31, em São Paulo, ainda está sendo finalizada pela Polícia Militar. Mas a ação será focada na prevenção. ''Como o episódio da Olimpíada é recente, é um ponto que nos gera muita preocupação. Nossa obrigação é preservar a corrida e dar segurança, mas com uma atenção a mais'', confirma o coronel Alberto Policastro, responsável pelo policiamento da São Silvestre.
Para redobrar a atenção, a segurança será igual ou maior à destacada para a edição do ano passado, que teve 2.700 policiais, além de seguranças particulares.
A função de identificar possíveis baderneiros será de agentes espalhados estrategicamente pelo percurso e evitar que eles sequer se aproximem da pista. Caso o invasor consiga passar por esse ''filtro'', a ação fica por conta dos policiais que fazem a escolta motorizada do pelotão de elite.
''O procedimento correto é a prevenção, evitar que isso aconteça. Nossa proposta não é intervir depois que alguém entrar, mas dificultar qualquer iniciativa'', completa o coronel Policastro. ''A preocupação será com a prova num todo, mas teremos atenção especial com possíveis invasões'', endossa Júlio Deodoro, coordenador da prova.

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