Prova noturna abriga inovações na F-1
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Folhapress 
Cingapura - Toneladas de alumínio, quilômetros de fios, investimento de R$ 195 milhões e um ano de planejamento. Tudo isso para que hoje, enfim, os carros da F-1 tomem as ruas de Cingapura iluminados por holofotes. Para viabilizar a realização da primeira corrida noturna da categoria, que será no domingo, às 9h (de Brasília), uma série de inovações foi introduzida.
Desde a não-adaptação dos pilotos ao horário local a novidades nos pneus e capacetes até um sistema inédito de iluminação. Tantas novidades acabaram transformando os treinos livres, geralmente não muito badalados, em vitais para testar toda a parafernália. A primeira sessão livre começa às 19h locais, 8h em Brasília. ''Lógico que estamos todos ansiosos para entrar logo na pista e ver como é correr de F-1 à noite'', afirmou Felipe Massa.
Mas, para que os pilotos possam saciar a curiosidade hoje, há quase dois anos os organizadores do GP de Cingapura e Bernie Ecclestone, o homem forte da categoria, saíram em busca de soluções para conseguir colocar a idéia em prática.
''Recebi uma ligação de Ecclestone no fim de 2006'', disse à reportagem Valerio Maioli, dono da empresa que leva seu nome, a responsável pela iluminação do circuito asiático e de monumentos na Itália. ''Ele queria saber se era possível fazer uma corrida à noite. Fiquei surpreso e pedi tempo para estudar.''
Depois de alguns meses de planejamento, a equipe de Maioli desenvolveu um sistema inédito para iluminar os pouco mais de 5 km de extensão do traçado. Para minimizar as sombras, algo que poderia atrapalhar os pilotos, foram instaladas estruturas com holofotes paralelas à pista, na maior parte apenas de um lado. ''Uma das maiores dificuldades foi com as árvores que rodeiam o circuito'', explicou Maioli. ''As estruturas tiveram que ser colocadas abaixo dos galhos para evitar problemas.''
Outro motivo de preocupação foi com a possibilidade de um blecaute. Para isso, foram instalados 12 geradores gêmeos, que terão apenas 25% de sua capacidade usada para minimizar eventuais falhas.


