Prova de fogo
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sábado, 05 de julho de 2014
Rafael Souza<br> Reportagem Local 
A cada ano que passa, a piloto de BMX londrinense Júlia Alves dá um passo adiante para deixar o status de promessa e confirmar seu nome como uma das grandes atletas brasileiras da modalidade. Prova disso, ela teve no início da semana, quando recebeu a notícia de que estava convocada pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) para defender o Brasil no Campeonato Mundial de BMX, que será realizado em Roterdã, na Holanda, entre os dias 20 e 24 deste mês.
Há alguns anos, a londrinense, que atingiu a maioridade no último dia 2, é vista como uma atleta de grande potencial pela direção da CBC. Tanto que a competição na Holanda já será sua terceira internacional somente neste ano em março, ela já disputou o Torneio Internacional de Festa de Ambato, e, em maio, esteve também nos Jogos Sul-Americanos e Pan-Americanos, todos no Equador.
Segundo o diretor de alto rendimento da CBC, Francisco Florencio, tudo isso faz parte de um processo de maturação que visa já a transição da categoria júnior para a elite, que será feita a partir de 2015. "É uma atleta que está começando a ter experiência internacional, foi para algumas provas continentais, e agora vai para um mundial, que é uma experiência de primeira hierarquia", observou.
O diretor elogiou a evolução de Júlia, mas pondera que ela ainda precisa ser testada para se manter entre as melhores também na categoria adulto. "É uma excelente piloto, se arrisca, o que é fundamental para uma atleta de BMX, mas daqui para frente é que vamos ver se ela consegue se destacar no alto rendimento. Ela está numa fase de observação e nós acreditamos bastante nela. Ela precisa ter bastante foco para se manter", diz Florencio.
A própria Júlia tem consciência disso e para não decepcionar optou por deixar Londrina no início deste ano. Sem patrocínio e local adequado para treinar em sua cidade natal, ela foi para Americana (SP) para defender a Bicicross Clube, uma das principais equipes do Brasil na atualidade. E a convocação já é, segundo ela, fruto desta mudança. "Esse campeonato (mundial) é meu foco desde o começo do ano. Foi por isso que eu me mudei pra Americana. E se Deus quiser, essa é a minha hora, estou preparada", garante a piloto.
Essa será a segunda vez que a londrinense vai disputar um Campeonato Mundial. A primeira vez foi ainda em 2008, quando ela era apenas uma garotinha de dez anos, que dava suas primeiras pedaladas. No campeonato disputado em São Paulo, ela foi a sexta colocada na categoria Girls até 9 anos.
Desta vez, no entanto, o desafio será bem maior. Ela vai competir com as melhores do mundo na categoria júnior, mas não se intimida. Empolgada pelos bons resultados do início do ano, ela traça uma meta bem ambiciosa. "Sei que não será fácil. As meninas estão num nível muito alto de competição, não conheço ainda o ritmo de competição delas, mas vou dar o meu melhor para tentar chegar à final", projeta a atleta. A viagem para a Holanda acontece no próximo dia 20.


