Prova começa com disputa em asfalto europeu
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de janeiro de 1998
Agência Folha 
A primeira etapa do Rali Paris-Dakar começa no asfalto europeu com apenas 12 quilômetros de especial - trecho cronometrado que conta pontos. Os outros 850 quilômetros dessa etapa são os chamados percursos de ligação - trechos sem cronometragem usados apenas para o deslocamento das equipes. Na segunda etapa, marcada para amanhã, continuam predominando os trechos de ligação. A especial tem apenas 35 quilômetros. O rali chega na África pelo porto de Nador, no Marrocos, no terceiro dia de competição. Os pilotos atravessam o Mediterrâneo à noite. É na África que começam as maiores dificuldades do percurso, com terrenos acidentados, dunas e os maiores trechos de especial.
A oitava etapa, marcada para 8 de janeiro, é uma das mais difíceis da prova. Dos 684 quilômetros dessa etapa, quando os pilotos vão de Zouerat a El Mreiti, na Mauritânia, apenas quatro são trechos de ligação. Essa fase leva os competidores a montar acampamento e passar a noite no coração do deserto do Saara.
Os trechos de especial vão diminuindo nas últimas fases do rali. A chegada, marcada para o dia 18, em Dakar, terá um trecho de 235 quilômetros de deslocamento e 20 de especial.
A divisão do percurso: Europa -O rali atravessará a França e a Espanha, com grandes trechos de deslocamento por asfalto e especiais curtas, onde há pouco a ganhar e muito a perder. Marrocos -Primeiro país africano a ser atravessado, onde as pistas rápidas são mescladas com trechos sinuosos, serpenteando montanhas, armadilhas e mais armadilhas como erosões, rios secos e muitas pedras.Mauritânia -Segundo país a ser atravessado e também será cruzado duas vezes. Marcados pela dunas, falta de referência exigindo muita navegação e um encontro previsto com as tempestades.Mali -As pistas são arenosas exigindo muita pilotagem e coragem das equipes. Senegal -Final do rali, onde as dificuldades diminuirão e o prazer aumentará pela perspectiva da bandeirada final.


