Curitiba - Enquanto a Fifa anunciava a confirmação de Curitiba como uma das 12 sedes da Copa do Mundo do Brasil, um grupo de oito pessoas fazia um ato simbólico em frente à Prefeitura de Curitiba contra o mundial.
Ana Galeb, que é uma das organizadoras do Comitê Popular da Copa de Curitiba, contou que o grupo entregou ontem um dossiê no Ministério Público Estadual (MPE), questionando os gastos de dinheiro público, os investimentos realizados para atender interesses privados, as restrições aos trabalhos dos vendedores ambulantes e o uso do potencial construtivo para as obras do estádio de Curitiba. O mesmo documento também foi entregue ontem ao governo do Estado e à Prefeitura de Curitiba.
Segundo o Comitê, os maiores beneficiados com a Copa são as grandes empresas, empreiteiras, o setor hoteleiro e marcas autorizadas pela Fifa. O comitê exibia ontem faixas como ''Custo Copa: 25,5 bilhões. Quem paga a conta?'' e ''Copa pra quem?''. Ana disse que mesmo nas obras de infraestrutura, os gastos poderiam ser menores.
Ela contou que o comitê já está trabalhando há três anos sobre o assunto da Copa. ''As manifestações contra a Copa devem continuar acontecendo'', prometeu.

Operários
Os operários que estão trabalhando na obra da Arena da Baixada, em Curitiba, ficaram felizes ao saber que a capital paranaense não foi excluída do mundial. ''É bacana saber que eu ajudei a ter a Copa na cidade. Dá mais ânimo para trabalhar'', disse o cearense Alexsandro Juvêncio Andrade, 19 anos.
''Agora as obras estão mais aceleradas'', disse Márcio da Silva Campos, de 22 anos, que veio do Maranhão só para trabalhar na Arena há cerca de um mês.
Eles contaram que os trabalhadores foram divididos em dois turnos. Os trabalhos começam às 7h30 da manhã e terminam às 22h30 diariamente para que seja possível entregar o estádio pronto a tempo para a realização dos jogos.

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