Arquivo Folha Alain Prost (foto), tetracampeão mundial de F-1, reafirmou ontem na Austrália o que já declarou ano passado: ‘‘É muito mais difícil ser dono de equipe de F-1 que piloto’’. Traído por aquela coceira de quem já guiou com sucesso ou mesmo por falta de confiança em seus pilotos, Olivier Panis e Jarno Trulli, por quem nunca morreu de amores. Acessível, Prost procurava explicar o difícil momento vivido por seu time, onde colocou dinheiro do próprio bolso.
A Prost Grand Prix teve de deixar um carro na Europa a fim de a FIA submetê-lo, na quinta-feira, ao tradicional e rigoroso teste de resistência a impactos realizado antes do campeonato começar. Se as regras da F-1 fossem rígidas, a equipe de Prost não poderia participar da prova caso fosse reprovada, como já havia sido, nesse teste.
Repercutiu muito mal a necessidade da Prost aguardar o crash teste para saber se disputaria o GP da Austrália. Mas antes mesmo do resultado sair, Max Mosley, presidente da FIA, já encontrara uma saída para o problema, alegando que se os outros donos de equipes concordassem, Prost poderia colocar seus pilotos na corrida, mesmo reprovado no exame, o que não aconteceu.
Ontem, além de falar amigavelmente com os jornalistas, expondo suas dificuldades com o novo carro, o ex-piloto divulgou um comunicado, onde procurava justificar o que o aguarda pela frente. ‘‘São enormes as dificuldades naturais da F-1 para uma equipe crescer’’.
O professor, como o chamavam muitos pilotos e a imprensa de seu país, reconheceu que os dias que se apresentam para sua escuderia serão difíceis. ‘‘Não estamos ainda preparados para essas três primeiras corridas’’.

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