Proposta para transmissão decepciona clubes
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sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O assunto mais importante do arbitral financeiro do Campeonato Paranaense 2005, realizado ontem à tarde na sede da Federação Paranaense de Futebol (FPF), em Curitiba, ficou sem decisão. O valor da cota de televisionamento e se haverá transmissão serão definidos somente no próximo dia 29, quando uma nova reunião será realizada em Curitiba.
A proposta da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) decepcionou os cartolas. A retransmissora da Rede Globo ofereceu R$ 300 mil, que seriam divididos entre os clubes e a FPF, mais uma participação nas vendas de cotas de publicidade. A TV Educativa também quer transmitir o torneio. ''É uma esmola'', resumiu o presidente do Londrina, Agostinho Miguel Garrote.
Para o dirigente, a emissora está desvalorizando o campeonato. ''Sabemos que as tevês estão em situação complicada, mas estão desvalorizando e muito. Então, temos que buscar outras alternativas'', disse o presidente do LEC.
Ele compara as cotas oferecidas pelo Paranaense às acertadas pelos clubes paulistas para a transmissão do campenato no Estado vizinho e cobra um valor bem maior. ''Sabemos que o Campeonato Paulista é outra realidade, mas foi negociado por R$ 22 milhões. Como eles querem oferecer R$ 300 mil pelo Paranaense? Teria que ser no mínimo de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão.''
A opinião é compartilhada por outros dirigentes. ''Proposta irrisória. Acho injusto, pois pode sair daqui o campeão brasileiro. O Paranaense é o segundo estadual mais importante do Brasil. Teria que ser no mínimo de R$ 1 milhão'', reclamou o supervisor e técnico do Nacional, Dirceu Mattos, que representou o clube de Rolândia. ''Está muito abaixo. Esperávamos algo mais justo'', acrescentou o gerente de futebol da Adap, Luís Carlos dos Santos.
Para formalizar uma contraproposta, foi formada uma comissão com os presidentes de Coritiba, Atlético, Malutrom, Roma e Engenheiro Beltrão. Ela será apresentada no encontro do fim do mês.
A proposta da FPF para divisão da cota também não agradou aos clubes do interior. Atlético, Coritiba e Paraná ficariam com 14% cada do valor que for acertado com a tevê, 8% ficariam com a entidade e os outros 50% seriam divididos pelos 13 clubes restantes, cabendo a cada um míseros 3,84%. Pelo valor atual, cada time receberia R$ 11.520, enquanto o Trio de Ferro ficaria com R$ 42 mil cada e a FPF com R$ 24 mil.
Também foram definidos o preço dos ingressos e a tabela da primeira fase. Para os jogos em Curitiba, o valor mínimo é de R$ 15 para a arquibancada. No interior, cai para R$ 10. Nos dois casos, a meia-entrada é de R$ 5. O Londrina estréia dia 19 de janeiro, no VGD, contra o Francisco Beltrão.
Dívida A cota de R$ 14 mil que a Claro teria que repassar ao Londrina pelo Estadual deste ano está na FPF. Ela será usada para abater uma dívida de R$ 29 mil que o clube tem com a entidade referente a taxas de arbitragem dos campeonatos de 2001 até 2004.


