São Paulo - Apesar da guerra jurídica da Prefeitura de São Paulo contra o juiz João André de Vicenzo, da 12 Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que expediu uma liminar cancelando o contrato da Prefeitura com os promotores do GP do Brasil de F-1 de 2004, Tamas Rohonyi, o promotor da prova, demonstra não estar preocupado.
''Há um pouco de fumaça, mas não haverá incêndio. Nenhum 'juiz' pode suspender um contrato legal já existente, ainda mais neste caso, um contrato que existe desde 1989. O contrato foi primeiramente assinado pela prefeita da época, Luiza Erundina'', disse Tamas, que garante que a prova, marcada para outubro de 2004 e que encerra a temporada da F-1, vai acontecer.
É uma corrida contra o tempo, pois a liminar do juiz Vincenzo especifica que se dentro de um mês o contrato não for definitivamente cancelado, a Prefeitura será multada em R$ 50 mil por dia.
O secretário de negócios da Prefeitura, Luís Tarcísio, já havia declarado no fim de semana que não há lógica na decisão do juiz. ''Os benefícios para a cidade não vêm da venda de ingressos para a corrida. O turismo e o comércio crescem muito na época do envento. O interesse do público não pode ser medido simplesmente pela venda de ingressos'', declarou.

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