O promotor do GP do Brasil, Jorge Cintra, reclama de um prejuízo de R$ 7 milhões para realizar a prova deste ano. Cintra, dono da Intag, está decepcionado com a falta de interesse de alguns potenciais patrocinadores, como cervejarias, e pensa em proibir a venda de cerveja no autódromo. ‘‘Talvez não decida fazer isso em respeito ao público, mas se a venda for liberada darei exclusividade a uma marca pequena que me procurou.’’ Esta marca é a Belco.
Cintra, dono da empresa Intag, diz ter um custo de R$ 19 milhões com a prova. A maior parte provém da taxa paga à Cart, organizadora da Indy, para ter o evento, cerca de R$ 5 milhões. A Intag gastou outros R$ 5 milhões para instalar os camarotes em estrutura metálica, os escritórios das equipes, em divisórias de fórmica, trocar alguns cabos de telefonia e de televisão e reformar o prédio da TV no autódromo. A Prefeitura, administradora do circuito, só pagou o recapeamento da pista e a instalação dos hospitais e da nova rede elétrica.
Cintra enumerou outros gastos: R$ 1,2 milhão com o transporte dos equipamentos, R$ 1,2 milhão com passagens aéreas para os integrantes das equipes e dirigentes, e mais US$ 900 mil de hospedagem. Incluiu os gastos para a manutenção dos dois escritórios da Intag, em Miami e em São Paulo, que são financiados apenas com a renda do GP do Brasil, além dos impostos, de 13%. ‘‘Para eu ter lucro, preciso arrecadar mais de R$ 20 milhões.’
A Intag, porém, vendeu apenas dois grandes espaços publicitários no autódromo, para a Souza Cruz e a Texaco. ‘‘Não temos uma cerveja oficial, uma montadora oficial, um banco oficial’’, lamentou Cintra. A queixa do promotor é que as empresas adiam o fechamento de contratos para barganhar preço.
Uma das queixas dos patrocinadores é a má promoção do evento. Os ingressos só começaram a ser vendidos segunda-feira. ‘‘Uma queda de energia apagou a programação dos computadores para os ingressos numerados e tivemos de refazê-la’’, explicou Cintra.

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