O promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa detalhou, nesta sexta-feira (12), a Operação Derby do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços, contra dois empresários, um da Bahia e outro de Santa Catarina, suspeitos de tentar aliciar jogadores do Londrina. O caso ocorreu antes da partida contra o Maringá, em 26 de abril, quando os atletas teriam sido abordados para receber cartões amarelos de forma proposital.

“As investigações oficializaram a abordagem, identificando quem fez a proposta, o valor oferecido e também quais atletas foram procurados. A notícia confirma que os jogadores rejeitaram prontamente a oferta e comunicaram o clube sobre o ocorrido”, afirmou.

Os suspeitos circulam com frequência pelo território nacional e são qualificados como empresários. O objetivo das investigações, explicou o promotor, é verificar se houve tentativas de aliciamento em outros clubes e partidas, se essa foi uma ação isolada ou se existem outras ocorrências semelhantes. “Principalmente, busca-se esclarecer se, em outras ocasiões, houve pagamento ou contrapartida por parte de atletas”, completou.

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De acordo com ele, a Operação Derby pode abrir caminho para apurações ainda mais amplas sobre manipulação de resultados em apostas esportivas. “Os jogadores do Londrina ouvidos confirmaram a situação, o que resultou em diligências que levaram ao pedido de busca e apreensão. O MP considerou os depoimentos satisfatórios, pois reforçaram as informações apresentadas desde o início. A forma da abordagem e a reação dos atletas foram confirmadas”, disse.

Durante as oitivas, alguns prints de mensagens foram entregues pelos atletas. Em outros casos, os contatos foram bloqueados logo após a recusa. Esse material foi anexado aos autos do processo. “Por isso, os celulares dos investigados foram apreendidos, com o objetivo de recuperar mensagens e reunir demais provas”, concluiu o promotor.

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