Promotor do caso vê culpa do São Caetano
São Paulo - A família de Serginho preferiu deixar o caso de lado e não ir atrás de supostos culpados pela morte do jogador. Rogério Leão Zagallo não se esquece dele. Responsável pelo início do processo, o promotor critica a Justiça e não se conforma com a absolvição de Nairo Ferreira de Souza, presidente do São Caetano, e Paulo Forte, médico do clube. ''O direito de produzir provas não me foi dado, existiram fatos estranhos nesse processo'', declarou à Agência Estado.
Rogério Zagallo ofereceu denúncia contra o dirigente e o ortopedista por homicídio doloso (com culpa). De acordo com o promotor, havia provas para culpá-los. Afirma que o Incor (Instituto do Coração) os alertou dos problemas cardíacos do zagueiro e da necessidade do atleta de encerrar a carreira para não correr riscos.
O depoimento foi dado na época pelo cardiologista Edimar Bocchi, autor do laudo sobre a condição de Serginho. Bocchi viveu em 2004 os momentos mais tumultuados de sua carreira e hoje quer esquecer o assunto. ''Não tenho mais nada a falar''. Nairo e Paulo sempre negaram a versão com contundência. Garantem não ter recebido nenhum alerta do Incor a respeito do jogador.
O caso foi para o Tribunal de Justiça de São Paulo e, posteriormente, para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. O STJ mudou a classificação de homicídio doloso para culposo (sem culpa) e os dois envolvidos do São Caetano cumpriram pena restritiva de direito, uma pena alternativa - prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas. O processo acabou arquivado. ''O STJ é o tribunal mais leniente do País'', afirmou Zagallo. ''Não é manifestação de mau perdedor, a única coisa que me aborrece é que não havia base jurídica para a decisão tomada pelo STJ''. (E.M/A.E.)





