Os problemas não são privilégio desta edição da Terceirona, mas sim do futebol paranaense de um modo geral. Não há campeonato que não termine no tapetão. W.O., então, é praticamente obrigatório na Segunda e Terceira Divisões.
Há anos a direção da FPF promete mudanças nos regulamentos, mais rigidez na hora de registrar um clube e punições mais severas, para mudar a situação. Porém, o discurso não vira realidade. Ontem, a FOLHA tentou falar com o presidente da entidade, Hélio Cury, mas ele não deu expediente na sede da FPF em Curitiba. Apesar de não ter se licenciado do cargo, ele é candidato a vereador na capital paranaense pelo PDT e, às vésperas da eleição, está com a agenda lotada de compromissos políticos. O celular estava desligado e no comitê de campanha ele também não estava. Cury também não retornou às ligações. Em, seu lugar, Amilton Stival é quem fala, mas ele também não estava na entidade ontem nem retornou os telefonemas.
A FPF exige que todos seus filiados disputem ao menos um torneio de base e também o torneio profissional que estiver qualificado. A exigência fez com que equipes que até então mantinham apenas a estrutura para formação de atletas fossem obrigadas a entrar para o futebol profissional a contragosto, como é o caso do PSTC, de Londrina.
Para colocar um time em atividade no Paraná, gasta-se em torno de R$ 90 mil, já contando as taxas da CBF. A FPF exige uma série de documentos e requisitos, como um estádio em condições de jogo, obrigatoriedade que eliminaria muitos clubes que estão em atividade. (T.M.)

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