Promessa do hipismo ensina londrinenses
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Rafael Souza<BR> Reportagem Local 
O cavaleiro carioca Stephan Barcha, 20 anos, considerado uma das maiores promessas do hipismo brasileiro, está em Londrina desde a última terça para comandar uma clínica de hipismo para cavaleiros e amazonas convidados da Escola de Equitação Força Livre.
Barcha, que começou a saltar aos 5 anos, é uma das apostas do hipismo para as Olimpíadas de Londres, em 2012 e, principalmente, para o Rio de Janeiro, em 2016. Seu currículo comprova todo este favoritismo. Ele já foi campeão brasileiro em todas as categorias de base (mirim, junior e young riders), tem participação no Global Champions Tour, principal campeonato hípico mundial, além de ter sido eleito o melhor cavaleiro da Copa das Nações de 2009.
Apesar da pouca idade, o jovem cavaleiro não foge da responsabilidade e diz sonhar com uma medalha olímpica nos Jogos do Brasil. ''Tudo isso é resultado de um trabalho árduo, de muito treino e dedicação. Claro que sonho representar o Brasil nas Olimpíadas, mas ainda tenho um caminho longo a percorrer'', disse.
Mas para que possa melhorar ainda mais seu desempenho internacional, o Brasil que sempre foi um celeiro de bons cavaleiros e goza de bastante tradição em competições internacionais, ainda precisa de mais investimentos nos cavalos. É que dizem cavaleiros renomados, como o campeão olímpico Rodrigo Pessoa. Barcha, que compete com dois cavalos (Robin Z e Jacady des Champs), compartilha a mesma opinião de seus companheiros.
''É um ponto importante. O Brasil tem ótimos cavaleiros e cavalos também. Mas o investimento na preparação destes animais é que ainda fica devendo para outros países. A partir do momento em que tivermos mais este apoio, o desempenho será melhor ainda'', cravou o campeão brasileiro.
Clínica
A clínica comandada por Stephan Barcha vai até amanhã na Escola de Equitação Força Livre, em Londrina. O objetivo do evento é passar mais informações sobre o hipismo e trazer um pouco da experiência internacional para melhorar o nível da equitação brasileira.
''A ideia é trazer aos cavaleiros e amazonas londrinenses novos exercícios. Assim como em outras profissões e esportes, é preciso evoluir e reciclar sempre'', finalizou.


