Em meio à turbulência causada pelas denúncias de desvio do dinheiro público, feitas pelo Ministério Público, a equipe de atletismo de Londrina perde mais uma de suas promessas. Anderson Cordeiro, de 17 anos, considerado pelos diretores do time o maior nome já formado na cidade, está de mudança para São Paulo.
Grande destaque do atletismo londrinense nos últimos anos, o garoto que saiu da periferia da cidade para brilhar pelas pistas brasileiras conta com o apoio do ex-atleta Sanderlei Parrela para encontrar uma nova equipe na capital paulista. O representante brasileiro nos 400 metros – mesma prova de Cordeiro – nas Olimpíadas de Sidney-2000 e agora treinador da seleção brasileira feminina do revezamento 4x400 metros já indicou Cordeiro a alguns times e a transferência deverá ser oficializada nos próximos dias.
Apesar do apoio de Parrela, Cordeiro garante que a decisão de trocar a cidade pelo maior centro da modalidade no país partiu dele mesmo. A ideia é contar com uma estrutura de trabalho melhor que facilite a fase de transição para a categoria juvenil, o que acontecerá em 2015. "Agora vou subir de categoria, vou ser juvenil, preciso de mais estrutura. Aqui, infelizmente, não tem a estrutura que um atleta precisa, e por isso resolvi sair pra tentar em outro clube maior", justificou o atleta.
Ele garante que sua saída em nada tem a ver com as denúncias feitas pelo Ministério Público de Londrina. "Antes de tudo isso já tinha falado com o Gilberto (Miranda, técnico). Já estava tudo certo e minha decisão estava tomada", afirmou Cordeiro.
Descoberto em uma peneirada da equipe em 2009, Cordeiro fechou o ano na liderança do ranking brasileiro dos 400 metros na categoria menores. Defendendo as cores de Londrina, o garoto foi bicampeão nacional, tricampeão dos Jogos Escolares da Juventude e campeão Sul-Americano Escolar.
Depois de uns dias de férias, ele segue treinando em Londrina, seguindo uma programação feita por Parrela e aguardando a data oficial de sua mudança para São Paulo. Cordeiro é a terceira grande promessa que a equipe de Londrina perde em dois anos. No final de 2013, Tatiane Raquel dos Santos e Thaíra Francis fizeram o mesmo caminho. Os dirigentes da equipe não foram encontrados para comentar o assunto.

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