Promessa de muito equilíbrio na Superliga
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sexta-feira, 09 de dezembro de 2011
Rafael Souza <br> Enviado a São Paulo 
São Paulo - A Confederação brasileira de Vôlei (CBV) deu ontem o ''saque inicial'' para a 18º edição da Superliga Masculina de Vôlei. O lançamento oficial da competição, realizado em São Paulo, reuniu atletas, técnicos e diretores de todas as 12 equipes que disputarão o campeonato a partir de amanhã - o jogo de abertura será entre o atual campeão Sesi (SP) e o estreante RJX (RJ). Ao todo, entrarão em quadra 240 atletas, incluindo a maioria das estrelas da seleção brasileira, representando cinco estados diferentes. E assim como no ano passado, o único paranaense na disputa será o Londrina/Sercomtel/MartMinas.
Com a presença dos grandes nomes do voleibol nacional em quadra, a expectativa é de que a briga pelo título seja ainda mais acirrada que na edição anterior. No pelotão dos favoritos estão pelo menos cinco equipes. RJX, Vôlei Futuro, Florianópolis e o vice-campeão Sada Cruzeiro vão tentar evitar que o Sesi leve o bicampeonato.
Ciente da dificuldade, o time comandado pelo técnico Giovane Gávio, que já contava em seu elenco com estrelas do nível de Serginho, Murilo, Sidão e Wallace, ganha ainda mais força com a chegada do experiente central Rodrigão, que retorna ao vôlei nacional após uma passagem pelo Ziraat Bankasi, da Turquia. ''Será um campeonato muito disputado, com seis ou sete equipes em condições de brigar pelo título. Mas nós estaremos nessa briga para tentar o bi'', disse o líbero da seleção brasileira e do Sesi, Serginho.
Mesmo estreante, o RJX, time do empresário Eike Batista, já entra na disputa como candidato ao título. Isso porque conta em seu elenco com cinco campeões mundiais: Dante e Theo, que retornam ao país após temporadas no voleibol europeu, o paranaense Marlon, o central Lucão (ex-Vôlei Futuro) e o líbero Alan Domingos, que atuou pelo Londrina/Sercomtel na temporada 2010/2011.
Após nove anos atuando na Rússia, o ponteiro Dante sonha com o seu primeiro título na Superliga. ''Vou ter que me readaptar, mas será maravilhoso voltar a atuar no meu país com um campeonato tão qualificado, que hoje é elogiado no mundo inteiro. Estou muito feliz e vou dar o meu máximo para buscar este título'', afirmou o camisa 18 do time carioca.
Um pouco menos badalado, mas em condições de surpreender aparece o trio formado por Minas (MG), Montes Claros (MG) e Medley Campinas (SP). Com investimentos mais modestos, a dupla mineira perdeu alguns de seus bons jogadores e desceu um degrau em relação ao ano passado, quando entraram para brigar pelo título. Já os campineiros, que têm no comando do projeto o ex-levantador Maurício Lima, aumentaram o orçamento e ganharam reforços para a segunda participação na Superliga. O levantador Rodriguinho (ex-Montes Claros), o central Evaldo (ex-Sesi) e o oposto Bob (ex-Florianópolis) foram as principais contratações. O central André Heller será novamente o principal jogador da equipe em 2011.
Junto com São Bernardo (SP), UFJF (MG) e Volta Redonda (RJ), o Londrina integra o grupo das equipes com orçamentos mais modestos. Isso não impede, porém, de sonharem com o posto de surpresas da competição. Os paulistas apostam novamente numa base jovem liderada pelo técnico Rubinho, auxiliar de Bernardinho na seleção brasileira. Já os mineiros, atuais vice-campeões da Liga Nacional - perderam a final para o Blumenau, atual parceiro do Londrina -, contam com a experiência do levantador Brasília e do central Jardel para comandar o time em sua primeira participação no principal campeonato do vôlei nacional. ''Não queremos fazer apenas um papel de figurante. Vamos tentar incomodar os times grandes'', prometeu o técnico Mauricio Bara.
Totalmente reformulado, o Volta Redonda vai tentar melhorar a campanha da edição passada, quando foi o 11º colocado. ''O nosso objetivo é garantir uma vaga nos playoffs'', frisa o técnico Sérgio Negrão, que assumiu o comando da equipe este ano.
* O jornalista viajou a convite da CBV.


