Londres - Além da técnica e do currículo, o Brasil conta com outro recurso para superar a Argentina nesta quarta-feira, às 10 horas (de Brasília), e garantir uma vaga à semifinal do torneio de vôlei masculino em Londres. Trata-se de um artifício muito praticado pelo adversário, principalmente no futebol: a catimba. No vôlei, ela é exercida com a intimidação à arbitragem, no que o técnico Bernardinho também é um mestre.
Nos Jogos Olímpicos, o esquentado técnico brasileiro tem como principal aliado o ponta e capitão Murilo, um dos melhores da equipe. Os dois sempre se mostram bem entrosados quando reclamam de um ponto que nem sempre é polêmico.
Nas partidas da primeira fase, em que a seleção venceu com alguma facilidade, praticamente não houve nenhum incidente entre brasileiros e árbitros. Mas, na derrota por 3 a 1 para os Estados Unidos e no confronto seguinte, na qual havia a obrigação de vitória sobre a Sérvia, Bernardinho e Murilo agiram em sintonia nas contestações.
O Brasil venceu a Sérvia por 3 a 2 e, depois, já classificado, ganhou da Alemanha com relativa tranquilidade por 3 a 0. No jogo com a ex-república iugoslava, por exemplo, só no primeiro set Murilo falou com o árbitro principal quatro vezes, com veemência, enquanto o técnico protestava ao mesmo tempo com seus gestos habituais e os olhos voltados para o segundo árbitro ou para os juízes de linha.
Nesta quarta-feira, a partida promete ser tensa. O clássico sul-americano deve ser decidido nos detalhes. Como os argentinos também já são graduados em ''catimba'', é provável que a arbitragem tenha bastante trabalho na Arena do Earls Court.

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