Termina no dia 28, o prazo para as instituições esportivas de Londrina protocolarem as propostas de projetos que pleiteiam recursos do Fundo Especial de Incetivo a Projetos Esportivos (Feipe) para 2016. O valor total oferecido é de R$ 3.113.000,00, que será dividido em cinco programas.
O Programa de Esporte Adulto vai distribuir R$ 775 mil para sete modalidades. O atletismo terá a disposição R$ 190 mil, o basquete masculino R$ 160 mil, futsal feminino R$ 70 mil e o masculino, 55 mil. Serão contemplados ainda handebol masculino R$ 160 mil, caratê 50 mil, hockey sobre a grama feminino R$ 40 mil e taekwondo, R$ 50 mil.
No programa de Formação Esportiva da Juventude, o valor total é de R$ 1.473.000,00, dividido em 22 convênios, que abrangem 18 modalidades. Para as Ligas Esportivas serão disponibilizados R$ 440 mil, para a prática esportiva de Pessoas com Deficiências, R$ 200 mil para atendimento de 10 modalidades e para as Modalidades Alternativas o repasse será de até R$ 225 mil. A abertura das propostas está marcada para 29 de dezembro. Em 2015, o Feipe repassou R$ 2 milhões para todas as modalidades esportivas da cidade.
De acordo com o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Vilmar Caus, o edital foi elaborado levando em conta o histórico dos anos anteriores de cada modalidade e a discussão contou com a participação da Comissão de Esportes de Londrina, formada por técnicos de diversas modalidades. "O objetivo é fomentar a formação de equipes para que a cidade esteja representada nos três jogos oficiais do Estados: Jogos Abertos, da Juventude e o ParaJap’s. Ainda não conseguiremos estar em todas as modalidades nos três eventos em 2016, mas no futuro sim", garantiu. Além dos R$ 3,1 milhões, mais um milhão será destinado para as despesas de logística da equipes na disputa das competições.
Caus lembrou que atualmente não existe mais a necessidade da contrapartida das equipes com dinheiro da iniciativa privada, mas ressaltou que a criação de times para a disputa de competições nacionais não pode depender só do poder público. "Queremos reiniciar a prática esportiva em todas as modalidades em nível estadual. Para se jogar uma Liga é necessário recursos privados ou até mesmo do Ministério do Esporte".

VALOR INSUFICIENTE


Apesar do aumento no valor total, o recurso segue insuficiente para atender de forma satisfatória a todas as modalidades. "Esperávamos que o bom trabalho deste ano fosse reconhecido. Mas, esses valores são inviáveis e não temos interesse em apresentar projeto", frisou o diretor de esportes da UniFil, Júlio Brevilheri.
A equipe, que foi vice-campeã da Série Prata do Paranaense de Futsal este ano, retomou o projeto e já não utilizou recursos municipais em 2015. "Projetamos um gasto de R$ 500 mil para termos uma participação honrosa na Série Ouro no ano que vem. Esperávamos um valor de pelo menos R$ 160 mil através do Feipe, com a instituição custeando o restante. Diante deste quadro, vamos buscar outro parceiro para dar sequência ao projeto".

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