Time do Iate (ao centro) é base de iniciativa articulada por gestores, UEL e FEL
Time do Iate (ao centro) é base de iniciativa articulada por gestores, UEL e FEL | Foto: Divulgação



Uma parceria envolvendo gestores, o Iate Clube e a UEL (Universidade Estadual de Londrina), com apoio da FEL (Fundação de Esportes), pretende elevar o nível do futsal londrinense. O Londrina Futsal Clube assumiu o esporte no início do ano e começou a implantar métodos de treinamento com o intuito de profissionalizar a formação de atletas.

"Estamos instituindo uma pessoa jurídica sem finalidade econômica, que é o Londrina Futsal Clube, ainda como associação. No primeiro momento, fizemos a parceria com o Iate e queremos replicar o que outros grandes clubes já fazem, que é profissionalizar os projetos esportivos. Usamos a estrutura, colocamos nossa equipe de professores e assumimos todas as categorias de base para ter o trabalho dentro do formato que queremos", afirmou Chico Cusco, responsável pelo Londrina Futsal Clube.

A primeira medida foi criar divisões de base que iniciam desde o sub-7 na equipe. Com isso, o projeto foi dividido em duas partes: a formação, que inclui crianças ainda em formação esportiva, e a especialização, que é quando os garotos optam por disputar ou não competições oficiais.

Para cuidar de todo o processo, foram contratados treinadores especializados em divisões de base de outros estados, além da parceria feita com a UEL. O projeto de extensão "Formação Esportiva de Jovens Atletas de Futsal" foi criado pelo professor Wilton Santana, do curso de educação física da universidade, ex-treinador do Corinthians e auxiliar técnico da seleção brasileira. Aprovado recentemente no departamento, pretende dar sustentação pedagógica e científica aos planos do Londrina Futsal Clube, principalmente às crianças entre seis e 11 anos.

"Depois que retornei do Corinthians, fui procurado pelo grupo gestor do Londrina Futsal Clube para participar disso, porque lhes faltava uma parceria com uma universidade. Desse modo, o projeto de extensão pretende dar consistência pedagógica e científica para o novo projeto. Ele se iniciaria na UEL, com turmas dos seis aos 11 anos, e continuaria no Iate Clube, nas fases mais especializadas do treinamento", apontou o professor.

A equipe adulta estreou na chave Bronze do Campeonato Paranaense como Iate Clube/Londrina Futsal Clube em abril e disputou três partidas até o momento, todas fora de casa. Na primeira rodada, derrota para Faxinal por 5 a 4. Na segunda, vitória sobre o Iretama Futsal por 4 a 1. Na terceira, empate por 2 a 2 com o AAT/Tapejara.

A parceria com o Iate se deu pela aproximação dos responsáveis pelo projeto com o clube, mas também pelos ótimos resultados obtidos pela equipe nos últimos anos. O Iate criou a categoria sub-20 e passou a disputar – e vencer – as principais competições. "Havia uma enorme lacuna no futsal londrinense, que interrompia o processo de formação de jogadores na categoria sub-18. Isso foi mudado quando o Iate Clube criou, em 2015, a categoria sub-20", explicou Santana. "Já no primeiro ano foi campeão estadual; em 2016, foi campeão brasileiro e vice-campeão estadual e ficou entre os oito melhores times da Bronze."

O Londrina Futsal Clube pretende se desenvolver cada vez mais, porém, segundo Chico Cusco, com paciência. "O Iate é determinante como clube recreativo, a FEL está trabalhando também na viabilidade de empresas que serão nossas patrocinadoras, a UEL envolve uma logística desde a parte do projeto de extensão até a parte científica. Temos parcerias sólidas, não dá para lidar com o profissional sem isso tudo", explicou. "Temos que voltar à chave Ouro entre 2019 e 2020 e viabilizar um projeto ainda maior, mas temos que ter a paciência necessária."

O Iate Clube/Londrina Futsal Clube volta à quadra neste sábado (5) contra o Joaquim Távora/Marra Futsal, pela quarta rodada da chave Bronze, mais uma vez fora de casa. Após a série de quatro jogos longe da cidade, a equipe estreia em casa no dia 12, contra o Mixto Bordô/Telêmaco Borba, no ginásio Moringão, às 20h30.

*Com supervisão de Fábio Galão, editor de Esporte

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