A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou na sessão da última terça-feira projeto de lei de autoria do deputado Rubens Tavares (PFL) que proíbe a demolição de qualquer parte do Complexo Esportivo da Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro (Suderj). O complexo inclui os estádios do Maracanã, do Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare. O projeto será encaminhado para sanção do governador Marcello Alencar, que terá 15 dias úteis para aprová-lo ou vetá-lo.
O autor do projeto de lei, Rubens Tavares, disse que escreveu o projeto baseado em informações de que já havia uma maquete, onde um shopping center seria construído no lugar do estádio de atletismo Célio de Barros. ‘‘Eu conheço, seguramente, 20 estádios pelo mundo afora que não contemplam um shopping’’, ressaltou.
Tavares lembrou que se o projeto virar lei não inviabilizará a modernização do complexo esportivo. ‘‘É claro que o Maracanã necessita ser modernizado, mas não se pode acabar com um patrimônio esportivo do Estado’’, afirma o deputado.
O governador Marcello Alencar, por intermédio de sua assessoria, afirmou que não tomará nenhuma atitude em relação ao projeto aprovado anteontem, antes de receber um edital solicitado à Agência de Desenvolvimento do Rio (AD-Rio), que determinará o melhor caminho para a modernização do Maracanã. ‘‘Enquanto esse edital não for para a rua, é prematuro dizer se o governador vai ou não assinar qualquer coisa referente ao Maracan㒒, afirmou Antônio Roberto da Cunha, assessor de Marcello.
Já o presidente da AD-Rio, o deputado federal Ronaldo Cézar Coelho, disse que ‘‘não há a menor disposição de se demolir um patrimônio como o Maracan㒒. Coelho acrescentou que eles estão discutindo com a GV Consultores Associados, empresa ligada à Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, e com a Concremat, a melhor solução para as melhorias do complexo. ‘‘Só a partir da conclusão desse estudo é que eu levarei o caso para apreciação do governador’’, disse Coelho.
Privatização adiada - A decisão da Assembléia Legislativa fluminense praticamente inviabiliza a privatização do complexo esportivo. No ano passado, o único consórcio que se candidatou a arrendar o estádio, por 30 anos, pretendia demolir o estádio Célio de Barros, onde são disputados meetings internacionais de atletismo, para ali construir um shopping. A polêmica decisão do consórcio fez o governador Marcelo Alencar adiar a privatização.

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