Projeto social e esportivo terá 22 atletas nos Jogos Escolares
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quinta-feira, 10 de maio de 2018
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 

Um projeto que une o trabalho social ao desenvolvimento esportivo com alunos da zona sul de Londrina indicou 22 atletas para a disputa da fase regional dos JEP's (Jogos Escolares do Paraná).
O Instituto Corrida para o Futuro se dedica desde 2007 a ensinar a crianças e adolescentes a prática do atletismo. Há três anos o trabalho é realizado em parceria com o Colégio Estadual Paulo Freire, localizado no jardim Piza. Atualmente, são 40 meninos e meninas de dez a 17 anos que treinam no contraturno escolar e disputam competições na região.
"O nosso principal objetivo não é descobrir talentos, mas formar um cidadão de bem. Mostrar a importância de estudar, trabalhar, ter disciplina e responsabilidade", afirma o técnico e um dos coordenadores do projeto, Dirceu Vivi.
Recentemente, a equipe participou da prova pedestre Adriana de Souza em Ibiporã e conquistou oito pódios nas categorias de dez a 12 anos e de 13 e 14. "Para muitos, foi a primeira competição oficial", revela Vivi. O bom resultado na corrida animou o grupo para os JEP's. A fase regional acontece em Cambé, entre os dias 20 e 24 de maio. Os melhores se classificam para a fase estadual e podem chegar até a etapa nacional.
Entre os selecionados, está Alan Domingos, 14 anos, que vai correr as provas dos 400 e 3 mil metros. "Eu não gostava muito de atletismo, mas depois que passei a conhecer peguei gosto e agora penso em seguir carreira como atleta", relata o aluno do oitavo ano. "Comecei a treinar há um ano e até o meu desempenho na escola melhorou. Agora estou mais focado."
Evelyn Vitória da Silva, 15, estudante do nono ano, conseguiu dois segundos lugares nos JEP's do ano passado e agora quer melhorar seu desempenho nas provas dos 800 metros e 3 mil metros. "A minha meta é ganhar as provas e espero chegar até a fase nacional", apontou. A menina conheceu a modalidade através do projeto e não quer saber mais de parar de correr. "Eu achava que o atletismo era só para os meninos e, quando fui convidada a participar, mudei de opinião. Hoje eu amo correr", explica.
Dificuldades
Apesar dos bons resultados, o projeto tem poucos parceiros e quase nenhum apoio. Sobrevive da ajuda de alguns pais e do auxílio da escola. "Viemos treinar no estádio do Cambé para que eles pudessem conhecer o local onde serão os JEP's e tivemos que fazer uma 'vaquinha' para arrecadar os R$ 300 para pagar o ônibus", ressalta Vivi.
No dia a dia, os treinos acontecem no "Zerinho" do jardim Piza e o instituto mantém convênios com equipes para o encaminhamento dos atletas que se destacam. "É difícil manter os alunos a partir dos 15 anos na modalidade. Aqueles que querem seguir, encaminhamos para outras equipes de competição da cidade. Até para a equipe de atletismo de Londrina foram alguns", diz o técnico.


