PROJETO SOCIAL - Golpes para o bem
É na base do improviso, mas com muita dedicação, que José Roberto Nicolau, o Mestre Kim, compartilha toda sua experiência no boxe com garotos que ainda estão começando no esporte. Na edícula que fica nos fundos de uma casa do ex-pugilista, funciona o Projeto Social na Periferia da Liga Paranaense dos Dragões, que atende cerca de 40 crianças e adolescentes, em Cambé. Além do boxe, eles aprendem muay thai e kickboxing.
Mestre Kim, que é presidente da Liga, conta que o trabalho já é realizado há dez anos. O objetivo é tirar os garotos das ruas durante o período de contraturno da escola. Para evitar que eles se envolvam com drogas e outras coisas ruins, afirma.
No local das aulas o espaço é limitado e o grupo precisa ser dividido em turmas com horários diferentes. Cabem no máximo 15 alunos, explica Kim.
Mesmo com pouca estrutura, o projeto revela talentos do esporte. É o caso de Leandro Marra, de 17 anos. No ano passado, ele ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Boxe, pela categoria Cadete e atualmente é reserva da seleção brasileira.
O atleta começou a treinar boxe há apenas dois anos e por acaso. Eu passei aqui na frente, vi a placa e resolvi aprender. Agora já é um vício, não da pra parar diz Marra, que no futuro quer alçar voos mais altos. Quem sabe competir em uma Olimpíada, seria muito bom.
● Praticado desde a antiguidade pelos gregos e romanos, o boxe também considerado arte marcial ganhou as primeiras regras no século 17, no Reino Unido
● É o esporte nacional da Tailândia caracterizado pelo uso combinado de punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés





