Projeto leva esporte a deficientes
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terça-feira, 16 de outubro de 2001
Julio Cesar Lima<br> De Curitiba 
Os portadores de deficiências auditiva e mental estão mais próximos do esporte. Projetos desenvolvidos em parcerias entre iniciativa privada e poder público começam a ampliar o número de jovens integrados através dessas atividades.
Em Curitiba, um grupo de 28 crianças entre 7 e 16 anos joga futsal duas vezes por semana no ginásio da praça Plínio Tourinho. O programa, iniciado há um mês, faz parte de uma parceria entre a Uniandrade e a Prefeitura, que através do Centro de Aperfeiçoamento do Talento Esportivo (Cates), coordena projetos semelhantes no município.
Não há exatidão sobre o número de crianças portadoras de deficiências integradas pelo esporte, mas para Lucas de Paula, 16 anos, jogar futsal não deixa de ser a realização de uma vontade. ''Sempre gostei de futebol e poder jogar tem sido muito importante, apesar de gostar mais do futebol de campo'', afirma Lucas, que é fã de Ronaldo, da Inter de Milão, e também sonha em um dia representar o País em uma olimpíada especial da modalidade.
''Todo mundo que joga futebol deve ter esse sonho. Se atualmente existem jogos para portadores de deficiência, acho que eu também posso ter uma oportunidade'', afirma Lucas, que mora com seus avós na periferia de Curitiba.
Segundo Terezinha Bartolomei, do grupo que coordena o projeto, entre os aspectos positivos estão a integração social entre elas, além da redução do preconceito em relação às crianças. ''Muitas delas mostram aptidões para o esporte, e isso deve ser bem aproveitado'', esclarece Terezinha.
Na mesma linha de atuação, 32 crianças portadoras de deficiência auditiva e carentes praticam vôlei nas quadras da Uniandrade. A professora de educação física, Vanda Costa dos Santos, 34 anos, atua no programa. ''É uma forma de ajudar na integração dessas crianças. Elas demonstram interesse e também revelam talentos'', declara Vanda.


