Projeto do Maria Lenk fica pela metade
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terça-feira, 26 de abril de 2011
Leonardo Maia <br> Agência Estado 
Rio - Em janeiro do ano passado, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou investimentos superiores a R$ 24 milhões para transformar o Parque Aquático Maria Lenk - ocioso desde o fim dos Jogos Parapanamericanos de 2007 - em uma instalação plenamente funcional, centro de treinamento para atletas de alto rendimento e núcleo de desenvolvimento de adolescentes. Tudo com vistas à Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016. Porém, pouco mais de um ano depois, o plano ainda está pela metade.
Em fins de 2010, o Maria Lenk realmente foi reinaugurado com o nome de Centro de Treinamento Time Brasil. As seleções de nado sincronizado, taekwondo e saltos ornamentais já utilizam as novas estruturas na preparação para Londres-2012. No entanto, o garimpo e a lapidação de novas promessas vão ficar no sonho. O COB desistiu de criar um exclusivo Centro Olímpico de Desenvolvimento de Talentos (CODT), orçado em R$ 11,4 milhões, e que pretendia atender jovens entre 12 e 17 anos.
''O CODT mudou de conceito'', contou Jorge Bichara, gerente de desenvolvimento de projetos especiais do Comitê. ''O foco do COB é no alto rendimento. Cabe às federações e confederações, com nosso apoio financeiro e técnico, elaborar e colocar em prática ações de desenvolvimento do esporte na base'', explicou.
A estratégia adotada pelo COB é a de que é válido investir em quem pode dar retorno mais imediato ao País no quadro de medalhas. Mesmo sem espaço para a garotada, o Maria Lenk realmente passa por mudanças que permitirão aos atletas com destaque em suas modalidades contar com um local de treinamento de imersão total. ''Melhorou tudo, a estrutura é muito boa. Aqui há silêncio, ficamos sozinhas, podemos escutar as músicas e nos concentrar mais'', elogiou Michelle Frota, de 25 anos, atleta da equipe adulta de nado sincronizado, que está desde janeiro no Maria Lenk. ''A piscina aquecida permite que as meninas fiquem mais horas dentro d'água, principalmente na criação das coreografias'', reforçou Maura Xavier, técnica do solo e da equipe adulta.
Tais transformações ainda estão em estágio inicial. Apenas R$ 220 mil foram aplicados até o momento na adequação de uma sala para os treinos do taekwondo, nado e na compra de equipamentos de musculação. Estão previstos o investimento de outros R$ 200 mil em alojamentos e R$ 300 mil em uma sala de força e condicionamento.


