Londrina pode ganhar mais um projeto social na área esportiva, desta vez, do governo federal. O anúncio foi feito ontem pelo secretário Nacional de Esporte Educacional do Ministério dos Esportes, Orlando Silva, que representou o ministro Agnelo Queiroz no 1º Seminário Regional sobre Esporte e Inclusão Social, realizado ontem, no teatro do Colégio Marista, em Londrina. Se confirmado, a cidade será a primeira no Paraná a receber o projeto.
O projeto ''2º Tempo'' poderá ser colocado em prática já no início de 2004. O governo fornece o material esportivo, alimentação e os monitores para os atletas. A contrapartida da Prefeitura é o espaço físico e os coordenadores pedagógicos. ''O Ministério trabalha o esporte como ferramenta de inclusão social. O primeiro tempo é a escola e o segundo é o esporte'', explicou Silva.
Durante a tarde o secretário visitou as universidades londrinenses para ver os trabalhos esportivos desenvolvidos por cada uma. Ele também elogiou o Projeto Futuro, da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), que envolve 6,5 mil crianças em 18 modalidades esportivas. ''O projeto tem êxito e história e, por isso, vamos continuar dando o apoio'', afirmou Silva.
Durante o Seminário foram discutidas maneiras de ampliar o número de pessoas que praticam esportes, usando-o como meio de educar, tirando crianças e adolescentes das drogas e violência. ''Queremos tirar as crianças do ócio e da vida vazia, dando uma oportunidade à elas'', comentou o presidente da FEL, Marival Antonio Mazzio. ''Procuramos dar um perfil mais abrangente aos projetos esportivos. Não queremos só jovens praticando, mas sim pessoas idosas, portadores de necessidades especiais e os sedentaristas'', acrescentou o presidente da Paraná Esportes, Ricardo Gomyde.
À tarde foram discutidas questões ligadas às competições oficiais do Estado. A principal delas é a proibição da contratação de atletas de outras cidades para jogos como os Abertos, uma reivindicação muito cobrada por Mazzio. ''Pode cair o nível técnico, mas dá mais chances para atletas locais'', analisou.
Gomyde já prometeu que mudanças acontecerão. ''Já existem duas idéias: Curitiba voltar a participar dos Jogos Abertos e exigir o comprovante de residência do atleta'', revela.
O secretário Estadual de Educação, Maurício Requião não pôde comparecer ao Seminário devido a compromissos na capital.

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