Agência Folha
De São Paulo
Projetista da Ferrari desde 1997 e um dos asseclas de Michael Schumacher na equipe italiana, o projetista Rory Byrne anunciou ontem que vai deixar a F-1 no meio da próxima temporada. O sul-africano quer se aposentar e mudar com a família para a Tailândia, para ‘‘descansar’’. Antes, porém, garantiu que terminará o projeto do próximo carro e que acompanhará o início de seu desenvolvimento. Byrne é um dos maiores aliados de Schumacher na equipe e sua saída pode significar uma oportunidade para Rubens Barrichello conquistar mais espaço no time.
Colegas do alemão no seu bicampeonato mundial, pela Benetton, Byrne e o diretor técnico Ross Brawn foram levados para a Ferrari no início de 97, depois que o alemão ‘‘expulsou o projetista John Barnard da equipe. Dois nomes já são cotados para substituir o sul-africano: Alan Jenkins, hoje na Prost, e Gary Anderson, da Stewart. Qualquer uma das opções seria excelente para Barrichello. Jenkins projetou o SF-3, atual carro da Stewart. Foi substituído por Anderson, que já havia trabalhado com o brasileiro na Jordan.
Michael Schumacher, por sua vez, pode ficar afastado das pistas até o fim do ano. O alemão, que fraturou a tíbia e o perônio da perna direita num acidente durante o GP da Inglaterra, dia 15 de julho, não parece muito animado em voltar a correr na situação em que se encontra o campeonato. Com Eddie Irvine, da Ferrari, e Mika Hakkinen, da McLaren, brigando pelo título – com Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, e David Coulthard, da McLaren, também na disputa – Schumacher teria de se conformar em ser o escudeiro do irlandês. Seria uma tortura para seu ego.
Schumacher já declarou que só retorna às pistas quando estiver 100% em forma. Segundo os médicos, o alemão ainda precisa de quatro semanas para se recuperar, antes de recomeçar os treinos.

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