Giancarlos Ramirez lembra que a FEL apoia as modalidades através do Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos), mas reclama de uma participação mais ativa da fundação. "A FEL precisa se considerar parte do projeto e auxiliar na captação de recursos. Seria importante se tivesse uma equipe exclusiva para dar este suporte na busca por patrocinadores e parceiros", sugere.

Segundo Fernando Madureira, a FEL faz estudos para criar em Londrina, através de uma lei, um programa de Bolsa Atleta, semelhante a um já existente em Curitiba, que reserva 1% do total arrecadado de ISS (Imposto Sobre Serviços) para pagamento de salários a atletas e treinadores. "Com isso, o dinheiro do Feipe ficaria livre desta obrigação e poderia ser usado para melhorar a estrutura e dar mais condições às equipes", ressalta.

Outra dificuldade apontada por Ramirez para se fazer esporte de alto rendimento no Brasil é que o País tem um modelo esportivo semelhante ao americano, que tem toda a sua base e investimento feitos nas universidades. "Na Europa, os clubes são muito fortes, o que não acontece aqui, com raríssimas exceções. Tentamos seguir os EUA, mas não tem investimento, nem público e nem privado, nas nossas universidades para o desenvolvimento das modalidades", relata. (L.F.C.)

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