Profissionalismo fez MMA virar 'febre'
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
Rafael Souza<BR>Reportagem Local 
O ano era 1998. A cidade, São Paulo. Pela primeira vez o UFC (Ultimate Fighting Championship) desembarcava no Brasil. O UFC 17,5 ficou conhecido assim porque aconteceu entre as edições 17 e 18 levou pouquíssimos espectadores ao ginásio da Portuguesa de Desportos no dia 16 de outubro daquele ano. Diante de tal cenário era impossível imaginar que 15 anos depois, o MMA se tornaria uma das grandes paixões do brasileiro.
Pesquisas recentes apontam que o MMA é a modalidade com maior expectativa de crescimento no Brasil nos próximos anos. Com 16% de evolução esperada, está junto com o rúgbi e à frente de outras paixões tradicionais, como o futebol, vôlei e basquete. Tudo isso, claro, impulsionado pelo sucesso das estrelas brasileiras não só no UFC, mas em outros eventos importantes. "O MMA é uma febre no Brasil", afirma o lutador Antônio Rogério Minotouro.
Um dos grandes nomes do MMA brasileiro, o baiano, de 36 anos, cita a profissionalização do esporte como grande justificativa para o seu crescimento. "Ainda não são todas as academias, mas as artes marciais hoje são tratadas com muito profissionalismo", argumenta ele. "Acabou a era dos 'pitboys' e está começando uma era onde as pessoas comuns estão procurando o esporte como uma forma de melhorar seu bem-estar", destaca Minotouro.
E essa busca pelo bem-estar tem atraído não só jovens que sonham seguir os passos dos grandes ídolos como também crianças e mulheres. Sem saber listar apenas um ídolo do octógono, o garoto Luiz Alexandre Rezende, de apenas 12 anos, começou com o caratê aos cinco, mas já partiu para o MMA vislumbrando um dia estar no lugar dos grandes campeões brasileiros da atualidade. "O MMA pode me trazer maior chance de profissionalismo no futuro. Meu sonho é um dia ser igual a eles", diz, decidido, o garoto, de Bela Vista do Paraíso (Norte).
"Praticamente a metade da nossa academia do Rio (de Janeiro) e nos Estados Unidos (em San Diego), é frequentada pelo público feminino. Nem todas praticam a arte marcial com intuito de se tornarem competidoras, mas as que vão para a luta treinam para valer", ilustra o lutador, que esteve em Londrina neste final de semana para inaugurar mais uma unidade de sua academia.
Depois de vencer o americano Rashad Evans no UFC 156, realizado há duas semanas em Las Vegas, Minotouro aguarda aval médico para voltar a treinar depois da lesão no olho direito sofrida no confronto com o ex-campeão dos meio-pesados. O baiano ainda não sabe quem será seu próximo adversário, mas há boatos nos bastidores do evento que ele poderia enfrentar o curitibano Maurício Shogun, mas Minotouro despista. "A gente não sabe. Acabei de lutar agora, tem muitos rumores realmente falando sobre o Shogun, mas têm muitos adversários. Eu costumo dizer que o UFC se você quiser escolher um adversário, ele te coloca com outro. Vamos aguardar, eu estou pronto para enfrentar qualquer um", finaliza o lutador.
Se realmente for confirmado, o combate com o paranaense será uma oportunidade de revanche para o baiano, derrotado por Shogun no Pride Critical Countdown 2005.


