Professores rejeitam fórmula do Tornescolon
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Reunidos na terça-feira com representantes do Núcleo Regional de Educação (NRE), os professores da rede estadual e particular de Londrina rejeitaram a proposta apresentada pela Fundação de Esportes (FEL) de alterar a fórmula de disputa da fase municipal dos Jogos Colegiais do Paraná, chamada Tornescolon. Os docentes não concordam com o sistema de eliminatória simples desde a primeira rodada, o que derrubaria as chances de muitas escolas de seguir em frente na competição.
De acordo com a mudança, as equipes jogariam no sistema eliminatório até a final. Ao perder um jogo estariam automaticamente fora. Os professores de Educação Física das escolas pediram o retorno do sistema que vinha sendo utilizado até o ano passado, com as disputas inicialmente na fase de grupos, quando um time tem maiores chances de se classificar e não é eliminado logo no primeiro duelo.
Ao final da reunião, os professores redigiram uma carta e a encaminharam ao prefeito Nedson Micheleti (PT), pedindo que reveja a organização e a fórmula do Tornescolon deste ano. Também encaminharam outra carta à FEL propondo que na categoria B, que reúne alunos de 7 e 8 série (na faixa de 14 anos) e um maior número de escolas, seja retirado o sistema eliminatório. ''Alguns aceitam essa fórmula para a categoria A (alunos do Ensino Médio). Levei essa proposta para a Fundação (FEL) e vamos tentar chegar a um acordo que atenda aos interesses das duas partes'', informou Gláucia Cristina Bonora, integrante da Equipe de Ensino do NRE.
O professor Juliano Costa foi um dos que manifestou sua indignação com a mudança proposta pela FEL. Em uma carta enviada por e-mail à FOLHA, ele afirma que ''pedagogicamente é inviavél'' o sistema eliminatório. ''Alunos que deveriam despertar para o desporto só poderem participar de um jogo e acabarem sendo eliminados pelas equipes de alto rendimento, com projetos da própria FEL (é injusto)''.
''Seria melhor já indicar as equipes de alto rendimento dos Jogos da Juventude para a próxima fase dos Jogos Colegiais, do que expor crianças e jovens ao constrangimento de perder por altos placares para equipes que, em sua maioria, são de escolas particulares com projetos conveniados com a FEL'', desabafou Costa.
O diretor-técnico da FEL, professor João Borges, argumentou que a proposta de mudança e a adoção de jogos eliminatórios foi a solução encontrada para evitar a alta quantidade de W.O. (quando uma das equipes não comparece) registrada no ano passado. ''Tivemos mais de 80 jogos com W.O. na última edição. Isso acontece porque muitas equipes já se vêem eliminadas, devido aos placares anteriores, e acabam não comparecendo. Com isso jogamos dinheiro público fora, porque temos que pagar as taxas de arbitragem do mesmo jeito. E os alunos da equipe que vêm para o jogo gastam com transporte'', alega. Com o sistema eliminatório, ele acredita que isso acabe, embora diz estar aberto às sugestões dos professores.


