Rio - A presidente Dilma Rousseff havia dito no fim do mês passado, em conversa com editores de esporte de vários jornais do País, que as seleções que disputarão a Copa terão segurança máxima. "Ninguém vai encostar a mão nas delegações das seleções como fizeram com o ônibus da Itália na Copa das Confederações. A segurança vai ser total", declarou na ocasião. Mas não foi o que aconteceu logo na primeira oportunidade.
Na manhã desta segunda-feira, pelo menos uma centena de professores da rede pública do Rio, que estão em greve desde o dia 12 de maio, cercou o ônibus da seleção brasileira que saía de um hotel na zona norte do Rio, onde os jogadores se reuniram antes de iniciar o deslocamento à Granja Comary (que fica em Teresópolis, cidade na região serrana do Estado do Rio). Mesmo com forte aparato de segurança, que incluiu profissionais do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Polícia Federal (PF), dezenas de adesivos dos grevistas foram colados nas laterais do ônibus. Aos gritos de "Não vai ter Copa!", alguns chegaram a dar tapas no veículo.
Empunhando cartazes, faixas e proferindo gritos de ordem, os manifestantes pediam por melhorias na educação e na saúde.
O ônibus com a delegação brasileira saiu do hotel às 10h25. À frente, batedores em motocicletas. Caminhonetes do Batalhão de Choque e da PF tentavam abrir caminho. Foi difícil. O trajeto de aproximadamente 200 metros entre o hotel e a avenida levou 10 minutos, tamanha a aglomeração de pessoas em volta do ônibus.
Em seguida, os manifestantes correram para tentar o bloqueio de uma das faixas da avenida, por onde o ônibus passaria. Muitos se sentaram no chão. Os policiais que faziam a escolta decidiram usar outro caminho: o ônibus desviou para a Base Aérea do Galeão e a viagem para Teresópolis transcorreu tranquilamente. Foi o primeiro drible da seleção brasileira, que logo de cara teve que enfrentar marcação cerrada. (A.E.)

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