O homem desceu mesmo na lua em julho de 1969 ou foi pura armação da Nasa para enganar os russos e o resto da humanidade? E o craque Pelé marcou mesmo o milésimo gol de sua carreira no jogo diante do Vasco em novembro de 1969, no Maracanã, o maior estádio do mundo? Os dois fatos marcantes e fartamente divulgados pela mídia são apenas alguns marcos históricos mundiais que alguns teimam em duvidar. O leitor da Folha Jefferson de Lima Sobrinho, coordenador de Educação Física do Colégio IEEL em Londrina, decidiu contestar 25 anos depois o histórico jogo mil do Londrina Esporte Clube. Segundo Lima Sobrinho, a verdadeira milésima partida do Tubarão não foi disputada contra o União Bandeirante no dia 7 de março de 1976, em jogo festivo programado pela Rádio Paiquerê em que o time bandeirantino venceu por 3 a 1.
A alegação choca com as informações contidas no livro escrito pelo jornalista J. Mateus, ‘‘Londrina Esporte Clube, 40 anos: do Caçula Gigante ao Tubarão’’, publicado em 1996 e que traz os 2.108 jogos e algumas histórias do clube. Lima Sobrinho diz que alguns jogos foram omitidos pelo livro. ‘‘Isso foi uma jogada da Rádio Paiquerê para promover o jogo’’, afirma ele, apontando que cinco partidas deixaram de ser incluídas no livro. Os jogos, que segundo ele foram publicados pela Folha e constam do arquivo da Biblioteca Municipal, são Londrina 2 x 1 Comercial de Cornélio Procópio (8/12/1957), Londrina 1 x 2 Mandaguari (25/04/62), Maringá 1 x 4 Londrina (21/10/62), Cambará 3 x 1 Londrina (15/12/63) e Ferroviária de Araçatuba 1 x 0 Londrina (19/07/67).
De acordo com Sobrinho, o milésimo jogo teria sido Londrina 0 x 0 Ferroviária em um amistoso disputado no Estádio VGD no dia 11 de fevereiro de 1976. Amigo de infância de Mateus em Arapongas, onde morou entre 1949 e 1996, Lima Sobrinho é fissurado por futebol desde os 7 anos. Anota tudo o que lê sobre o esporte e tem vasto arquivo sobre vários campeonatos do País. ‘‘Pesquiso o futebol brasileiro desde 1940. Tenho informações sobre os jogos de todos os clubes do País’’, gaba-se. Os dados são anotados em cadernos, mas ele pretende passar para o computador. À parte, ele anexa recorte de jornais.
Seu interesse, agora, é publicar um livro contando a história do futebol do Norte do Paraná no período entre 1957 e 1965. Ele nega estar contestando o livro do amigo Mateus só para ganhar espaço na mídia. ‘‘Eu nunca contestei esse tipo de coisa, mas agora vou ser implacável. Só não fiz isso antes porque morava em Arapongas’’, afirma ele, admitindo que está atrás de patrocínio para fazer a publicação. Lima Sobrinho conta que pretendia escrever um livro junto com Mateus, que também possui vasto acervo sobre o futebol. ‘‘A idéia era juntar todo o material e fazer um livro sobre a história do futebol no Norte do Paranᒒ, conta ele, sobre o projeto que acabou não dando certo.

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