O professor Jayme Gonçalves Diniz, 76 anos, foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério São Pedro em Londrina. O professor Brandão, como era conhecido, foi jogador e técnico de basquete e trabalhou por 20 anos na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Brandão foi diagnosticado com um tumor no pâncreas há 45 dias, passou por algumas cirurgias e morreu na noite de segunda-feira no Hospital Mater Dei. Brandão não era casado e tinha duas filhas.
No velório, a presença de professores da UEL, ex-alunos, ex-atletas e companheiros que acompanharam a trajetória ativa de Brandão no esporte londrinense. O professor Marival Mazzio, ex-presidente da Fundação de Esportes (FEL), lembrou que Brandão criou o primeiro grande time de basquete feminino em Londrina, no início da década de 60. "Foi no São Paulo Futebol Clube e deste time surgiram grandes nomes como a Ilda, Vilma, Márcia e a Maria Conceição, que depois formaram a base da seleção londrinense", contou.
O professor Brandão foi responsável também pela criação do Torneio Esporte Wilson de basquete feminino, que foi disputado durante vários anos. O ex-treinador trabalhou também em Cambé e Rolândia, além de ter atuado como árbitro. Nas décadas de 1990 e 2000, Brandão era figura marcante durante os jogos do time de basquete masculino de Londrina no Moringão nas disputas do Campeonato Brasileiro.
"Brandão foi um profissional exemplar, que sempre deu muita atenção aos alunos e marcou sua trajetória como treinador", ressaltou o professor Elói Zamberlan, que trabalhou durante vários anos com o ex-treinador na UEL.
Segundo a irmã mais velha, Maria da Conceição Silva, 79 anos, Brandão era apaixonado pelo basquete desde criança. "Ele gostava de basquete e eu de atletismo. Como minha mãe não deixava eu correr, acabei indo jogar basquete também. A vida dele era em função do esporte", frisou.
A última homenagem ao professor Brandão foi a presença de vários cantores de corais de Londrina durante o seu velório. "A música era outra paixão dele. Ele tinha uma voz muito bonita realmente e adorava fazer parte de corais e cantar em karaokê. Participou de diversos grupos da cidade", contou Marival Mazzio.

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