Professor atuou na Arena Corinthians
Quando uma estrutura da cobertura da Arena Corinthians caiu e dois funcionários morreram, no ano passado, o engenheiro e professor gaúcho Enio Pazini Figueiredo foi acionado pela construtora Odebrecht para avaliar tecnicamente o que seria preciso para finalizar o estádio.
O especialista sentiu um "frio na barriga" ao receber a responsabilidade de trabalhar e mexer no cronograma de entrega da arena de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo. "A Arena Corinthians teve esse problema e foi preciso fazer muitas alterações e reforçar, modificar e alterar algumas das estruturas. Foi um trabalho de entrega, pela responsabilidade e pelo prazo apertado para que o estádio ficasse pronto a tempo", contou o especialista.
BEIRA-RIO
Apesar de ser torcedor do Grêmio, Figueiredo também participou da reforma completa do estádio do Internacional, o novo Beira-Rio, em Porto Alegre.
"No Beira-Rio, a construtora Andrade Gutierrez fechou um preço global e fez dentro desse orçamento o que era previsto no projeto. O estádio sofreu menos intervenção que o Maracanã. O Beira-Rio não era tombado e pôde-se fazer mudanças. Os dois estádios tiveram o gramado rebaixado e as arquibancadas ficaram em um nível que desse maior visibilidade, atendendo às especificações da Fifa".
A presença de Enio Pazini Figueiredo em Londrina foi uma parceria do CEAL, do Curso de Especialização em Engenharia de Estruturas da UEL, e do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Arquitetura (Nepea). "É importante que os alunos e também profissionais busquem esse tipo de informação, com especialistas de gabarito como o professor Figueiredo, o que ajuda a melhorar a vida útil e qualidade das obras. E, consequentemente, a qualidade de vida das pessoas que as utilizam", analisa Maria Clarice Moreno, presidente do CEAL. (Reportagem Local)





