Procuradoria quer pena maior para João Carlos Vialle
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segunda-feira, 13 de julho de 1998
Marcos Freitas Especial para a Folha 
O procurador do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol, Clóvis Galvão, entrou com recurso contra a decisão da Segunda Comissão do TJD que deu pena mínima ao ex-vice presidente do Coritiba, João Carlos Vialle. Ele pediu ainda que o presidente do Iraty, Sergio Malluceli e o goleiro Roberto França também sejam julgados pelo Tribunal.
Galvão acredita que os dois têm grande participação no caso do suborno. Não é possível que eles fiquem fora de um julgamento tão importante como este, disse. O caso de tentativa de suborno no Campeonato Paranaense foi julgado na quinta-feira e apesar do relator do processo, José Carlos Faret, ter pedido suspensão de 360 dias para Vialle, a punição foi abrandada pelo voto do auditor Fauze Salmen, para 180 dias.
Segundo Galvão, o caso é de extrema gravidade, causou consternação nos meios esportivos e por isso merece um reexame por parte do colegiado do TJD. Ele espera que no julgamento pelo colegiado - que reúne todos os integrantes do Tribunal - seja imposta uma pena mais rigorosa, que sirva como exemplo a todos.
No julgamento de quinta-feira, apenas o preparador de goleiros, Adilson Coconi recebeu pena máxima, sendo eliminado do futebol. Coconi teria sido o intermediário entre os representantes do Coritiba, João Carlos Vialle e Waldonedo Xavier - que também recebeu pena mínima -, e o goleiro do Iraty, Roberto França, autor da denúncia.
A data do novo julgamento, agora pelo colegiado do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol, ainda não foi marcada. Todos os condenados no caso do suborno tem até as 19 horas de hoje para apresentar as defesas e recursos das penalidades imposta pela Segunda Comissão do TJD.


