Procurador rejeita denúncias do LEC
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Luciano Balarotti Julio Cesar Lima<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Londrina pode ter seu destino no futebol estadual decidido até amanhã, último dia do prazo de 30 dias que o clube tem para que os recursos apresentados ao TJD-PR contra o Rio Branco, Cianorte e Engenheiro Beltrão sejam julgados pelo presidente do tribunal, Ivan Bonilha. Caso os recursos sejam arquivados ou considerados improcedentes, o clube poderá ingressar com um mandado de garantia para que o processo seja levado à outras instâncias.
O primeiro parecer, entregue pelo procurador Levi Rocha, que relatou o caso, foi desfavorável ao Londrina. O presidente Ivan Bonilha o devolveu à Procuradoria-Geral para que seja realizada uma nova análise.
Para o advogado Ricardo Ramalho, que defende o Londrina, este é um caso que deve resgatar a moralidade no esporte. ''São fatos com documentos, está tudo registrado e vamos levar adiante esse problema. É uma questão que envolve os princípios da ética e da moralidade em nosso futebol'', afirmou.
No caso dos atletas Safira, do Engenheiro Beltrão, e Elton, do Cianorte, o Tubarão alega que os contratos dos jogadores superam o tempo máximo previsto pela Lei Pelé, de cinco anos. ''Relatei que isto não procede porque os contratos dos atletas foram renovados em 2008, estando dentro dos prazos legais estipulados pela legislação'', ressalta Levi Rocha.
A reclamação restante é em relação à suposta escalação irregular do volante Orlei, do Rio Branco, na partida contra o Iguaçu - os advogados do LEC alegam que neste jogo o atleta deveria cumprir suspensão automática, por ter recebido o terceiro cartão amarelo. Mas, no entender da Federação Paranaense de Futebol, Orlei já havia cumprido a suspensão anteriormente.
A diferença nas contagens dos cartões deve-se à advertência que o volante recebeu no começo da partida contra o Cianorte, interrompida pela chuva e reiniciada dias depois. Para o Londrina, este cartão foi cancelado com a interrupção da partida, fato desmentido pelo parecer do procurador, que afirma que o cartão recebido na primeira parte da partida tem que ser mantido.


