Rio - A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já concluiu a denúncia contra Vasco e Corinthians por causa da briga entre torcedores no jogo entre as equipes, no Mané Garrincha, em Brasília, no último domingo.
Os dois clubes foram enquadrados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o que pode acarretar perda de até dez mandos de campo. Mas como para o Vasco, por exemplo, não faria muito sentido, pois o clube já estava atuando longe do Rio, o procurador-geral, Paulo Schmitt, incluiu um requerimento para que os dois times atuem com portões fechados.
"A infração foi gravíssima. Estamos citando o caso de Oruro, quando o Corinthians foi punido na Libertadores e atuou sem torcida. Se os dois forem punidos, queremos, ao menos, que os jogos sejam sem a presença das torcidas dos clubes infratores", explicou Schmitt.
O documento deve chegar à presidência do Tribunal entre hoje e amanhã. A expectativa da procuradoria é que o caso entre na pauta já na próxima semana.

Corintiano
Outro torcedor corintiano preso em Oruro acusado pela morte do jovem Kevin Espada esteve na briga envolvendo as torcidas de Vasco e Corinthians. O torcedor identificado é Cleuter Barretos Barros, sócio da torcida Gaviões da Fiel.
Antes de Cleuter, Leandro Silva de Oliveira, que também ficou preso em Oruro, e Raimundo César Faustino, conhecido como Capá, vereador de Francisco Morato (48 km de São Paulo), também foram identificados de participarem da briga entre os torcedores. Os três foram proibidos pela Federação Paulista de Futebol de entrar em estádios de São Paulo por 90 dias.

mockup