A má fase do Londrina passa dos limites do campo de jogo e já alcança outras esferas. Além da ameaça de demissão do diretor Célio Guergoletto - que fala em sair se a Prefeitura não liberar recursos para o futebol amador - o clube encontra dificuldades para regularizar a situação dos quatro reforços contratados recentemente para ajudar a tirar o time do penúltimo lugar na tabela do Campeonato Paranaense. Nenhum deles deve estrear domingo à tarde, no Estádio do Café, diante do União Bandeirante.
O caso mais complicado é o de Valmir, ex-Corinthians, que corre o risco de ser dispensado. Nem o responsável pelo setor de registros do Londrina, Paulo César Chaves, consegue desvendar o quebra-cabeças. Valmir atuou duas vezes no México - em 94 e 97. Na última, teria jogado irregularmente.
Entre os dois períodos de futebol mexicano, Valmir esteve em três equipes do Paraná - Paranavaí, Cascavel e Atlético - além de defender o Barra do Garças (MT) e de participar da pré-temporada do Monte Claros (MG). Seria necessário que um desse times confirmasse a transferência procedente da Federação Mexicana. Ninguém confirmou. No final da tarde, Valmir lembrou-se de incluir mais um time no currículo: a Desportiva (ES).
Chaves fará hoje uma consulta à Desportiva. Se não resolver o impasse, só restaria um caminho: a Federação Mexicana. No entanto, acredita-se que burocracia implique em pelo menos 30 dias de demora. Como o campeonato terminará em abril, o Londrina poderia utilizá-lo somente durante um mês. Por isso, o clube admite dispensá-lo. O problema de Marquinhos igualmente preocupa o Londrina. Como ele jogou em Honduras, estaria sujeito aos trâmites internacionais. Enquanto isso, a documentação do volante Arnaldo e do centroavante Luiz Carlos fica na dependência de várias assinaturas, incluindo a de Fernando Casal de Rey, do São Paulo, que acaba de emprestá-los ao Londrina.

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