Problemas dentro e fora do futebol
Sérgio Malucelli tem fama de temperamental. Ele já proibiu jornalistas de fazerem a cobertura de treinos do Londrina porque não gostou de informações ou opiniões veiculadas por seus órgãos de imprensa.
No Campeonato Paranaense do ano passado, quando o LEC fazia boa campanha no primeiro turno mas o público no Estádio do Café continuava pequeno, ameaçou deixar o clube ou não participar da Série D do Brasileiro caso o Londrina conseguisse a vaga.
Depois, lançou um desafio: abaixaria o preço dos ingressos se a plateia no jogo contra o Coritiba passasse de 20 mil espectadores. A torcida "venceu" e Malucelli cumpriu a promessa. O gestor repetiu o desafio em um jogo contra o Lajeadense, pela Série D, em julho, desta vez pedindo mais de 10 mil torcedores. Nesse caso, a meta só foi cumprida porque a Viação Garcia comprou 5 mil ingressos.
No jogo contra o Coritiba, Malucelli foi denunciado ao Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) por ter agredido o árbitro Felipe Gomes da Silva, que não marcou três pênaltis reclamados pelo Londrina. No julgamento, o gestor confirmou a agressão e disse que o juiz "tinha que apanhar mesmo". Foi condenado a 180 dias de suspensão.
Fora do futebol, Malucelli também teve problemas. Em 2012, o Ministério Público divulgou que investigava um empréstimo de R$ 1 milhão do gestor ao ex-prefeito de Londrina Barbosa Neto, supostamente para a compra de uma rádio de Apucarana, negócio que não foi concretizado. Na semana passada, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Londrina não deu maiores detalhes, mas informou que a investigação continua.
"Ele (Barbosa) me pediu o empréstimo. Como ele estava me ajudando, eu emprestei. Eu não esperava que fosse dar toda essa repercussão", diz Malucelli. "Ele pagou uma parte e outra eu entrei com uma ação na Justiça contra ele e contra a Ana Laura (esposa do ex-prefeito), como devedor e fiador. Nós ganhamos e agora estamos tentando penhorar alguma coisa, mas não encontraram nada. Está na Justiça."
Em setembro de 2000, a revista Isto É publicou uma reportagem que apontou que Malucelli teria se envolvido em uma série de irregularidades, entre elas sonegação fiscal na revenda de veículos, problemas no pagamento do Imposto de Renda e participação em um esquema de fraude do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O gestor alega que não participou da fraude e que resolveu suas pendências fiscais. "Acho que todo mundo tem problema. Todos os meus problemas foram sanados, não tenho mais nenhum problema hoje, graças a Deus. Foram problemas na importação de automóveis, porque na época a importação era muito 'solta'. Não tinha uma fiscalização mais rígida", justifica. (F.G.)





