São Paulo, 12 (AE) - O técnico Paulo César Carpegiani já não sabe mais o que fazer para arrumar o meio-de-campo do São Paulo. Ele procura desesperadamente por um volante que além de eficiente na marcação saiba sair jogando com a bola dominada. Precisa também de um jogador para atuar pela direita. Carpegiani chegou a cogitar até a possibilidade de escalar um atleta da equipe de juniores para a partida de quinta-feira contra o Atlético-PR, em Curitiba. Os problemas atormentam o treinador.
O volante Carlos Miguel faltou ao treino de hoje. Ele passou a segunda-feira em Porto Alegre e perdeu o vôo de volta. Carpegiani pretendia promover a volta do zagueiro Wílson e do meia Vágner ao time. O primeiro sentiu novamente a lesão muscular na coxa esquerda e abandonou o treino. O segundo mostrou que está sem ritmo de jogo.
Em seguida, o técnico arriscou com Fabiano jogando pela direita e Raí como segundo volante. A equipe perdeu velocidade e Carpegiani cansou de gritar com Fabiano. "Ele está há muito tempo sem jogar, não dá", lamentou o treinador. Carpegiani esperava em último caso encontrar o jogador ideal entre os juniores. Teve de desistir da idéia quando soube que os garotos não poderiam participar do treino de hoje porque jogaram à tarde contra o Corinthians.
Jogadores como Sídnei, Fabrício e até Edmílson, que estão treinando normalmente, pelo jeito, já não satisfazem o técnico do São Paulo.
Os problemas não páram por aí. Anderson e Jorginho estão suspensos com cinco cartões amarelos e não viajam para Curitiba. O goleiro Rogério vai ficar pelo menos mais uma semana se recuperando de um estiramento muscular. Paulo Sérgio, criticado pela torcida no empate por 2 a 2 com o Internacional, permanece como titular, tendo na reserva o recém-contratado Alencar.
França - Bastou alguns observadores do Milan insinuarem interesse pelo atacante França para aguçar a cobiça de dirigentes e empresários sobre o passe do jogador. O São Paulo detém metade do passe do atacante, comprado do Nacional-AM. A outra metade é alvo de polêmica.
O presidente do XV de Jaú, Edson Luís Ozelino, que foi destituído ontem pelos conselheiros, diz que o clube tem direito a metade do dinheiro arrecadado em uma eventual negociação do passe de França. O empresário Wagner Ribeiro, procurador do jogador, alega ter em mãos um documento assinado pelo então presidente do clube, Irineu Stripari, que comprova que os outros 50% do passe do atacante lhe foi repassado como parte do pagamento de uma dívida de R$ 600 mil que o XV de Jaú tinha com ele. Ribeiro tem uma empresa de marketing esportivo e está negociando uma parceria entre o XV de Jaú e um clube da Suíça por 12 anos.

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