Problema elétrico pára nova McLaren
São Paulo, 08 (AE) - Durou pouco tempo o teste da nova McLaren, hoje em Barcelona. David Coulthard completou 14 voltas até que um problema elétrico, segundo a assessoria do time, o fez parar no meio do circuito. Mika Hakkinen testou os novos pneus Bridgestone no modelo do ano passado e foi o mais rápido do dia, 1min22s787 (40 voltas). Após o susto de sábado, em que o aerofólio traseiro se soltou duas voltas após o início do primeiro treino com a nova Ferrari, Michael Schumacher experimentou ontem a F399 durante 57 voltas em Fiorano. "Não há dúvida de que é um carro melhor que o de 98."
Todas as atenções convergiam para a McLaren MP4/14, hoje no Circuito da Catalunha, recém-apresentada à imprensa. Quem demonstrou suas qualidades, porém, foi o carro usado pela McLaren em 98. Com Hakkinen, o MP4/13 mostrou-se um segundo mais veloz do que a nova Benetton. Enquanto o finlandês chegava a 1min22s787, Giancarlo Fisichella, da Benetton, não passava de 1min23s856 (38), e seu companheiro, Alexander Wurz, de 1min23s917 (41).
Os dois pilotos, a exemplo de Ralf Schumacher, da Williams, estão atribuindo boa parte dessa defasagem aos motores. Quase não há diferença prática entre o novo Supertech (Renault) e o usado pela Benetton e a Williams em 1998. Esses times são agora clientes da Renault e não mais sócios. Ambos pagam cerca de US$ 18 milhões por ano pelo uso dos motores que, desde a saída oficial da empresa francesa da F-1, no fim de 1997, deixaram de ser competitivos.
Os outros tempos de hoje, todos obtidos com carros deste ano: Johnny Herbert (Stewart), 1min24s365 (62); Jos Verstappen (Honda), 1min24s469 (52); Rubens Barrichello (Stewart), 1min24s481 (36); Marc Gene (Minardi), 1min27s326 (29). Amanhã iniciam os testes em Barcelona as equipes Sauber, com Pedro Paulo Diniz e Jean Alesi, a Jordan, com Damon Hill e Heinz-Harald Frentzen, a Prost, com Olivier Panis e Jarno Trulli, e a Arrows, com Mika Salo e Pedro de la Rosa. A Williams e a BAR, de Ricardo Zonta, confirmaram que de sábado a quinta-feira treinarão em Kyalami, na áfrica do Sul, a fim de simular melhor as temperaturas mais elevadas experimentadas durante a temporada.
Ferrari A mesma pane estrutural que atingiu a Benetton e a BAR, em Jerez, surpreeendeu a Ferrari no primeiro teste no modelo F399, sábado em Fiorano. Schumacher girou 360 graus na pista depois de o suporte do aerofólio traseiro se romper. A maior dureza da borracha usada nos pneus com quatro sulcos tem gerado vibrações acima das esperadas no chassi, gerando essas quebras, segundo os técnicos. As equipes reforçaram o sistema de fixação dos aerofólios. Hoje a F399 não apresentou problemas e deixou Schumacher satisfeito com o rendimento. "Cada ponto do carro evoluiu com melhora de todo conjunto."





